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Estado de Minas HIGHLAND PARK

Autor do massacre de 4 de Julho é acusado de sete assassinatos


05/07/2022 21:35

O suposto autor do massacre ocorrido durante a celebração do Dia da Independência em Highland Park, perto da cidade americana de Chicago, foi acusado nesta terça-feira de assassinato em primeiro grau de sete pessoas, e pode ser condenado à prisão perpétua, informou o procurador estadual do condado de Lake, Eric Rinehart.

Robert Crimo, 21 anos, foi preso ontem, horas após disparar contra a multidão que assistia ao desfile de 4 de Julho. "Haverá mais acusações" contra ele, declarou Rinehart, que relatou sete acusações de assassinato em primeiro grau.

"Prevemos dezenas de acusações mais focadas em cada uma das vítimas", acrescentou o procurador. O suspeito usou um "rifle potente similar a um AR-15" para realizar o ataque, que planejou durante semanas", assinalou Christopher Covelli, oficial da polícia de Highland Park.

Crimo "estava vestido com roupa de mulher" para ocultar sua identidade e é possível que tenha colocado uma peruca longa para esconder as tatuagens faciais. Após o ataque, abandonou a arma e se juntou às pessoas que fugiam do caos.

O jovem disparou mais de 70 vezes e causou sete mortos e feriu pelo menos 35 pessoas, de acordo com um saldo divulgado pela polícia nesta terça-feira.

Entre os mortos estão um casal, Irina e Kevin McCarthy, cujo filho de dois anos, Aiden, se salvou graças a um dos habitantes que levou a criança para um lugar seguro.

Nesta terça-feira, a rua principal do subúrbio continuava bloqueada pela polícia, deixando a sensação de que o tempo tinha parado ali.

Um carrinho de bebê, um triciclo e algumas cadeiras dobráveis abandonadas no local, entre outros objetos, evidenciam o caos gerado pela fuga generalizada da multidão após os disparos de segunda-feira.

O médico David Baum, que participou das operações de resgate, testemunhou o horror. "A visão terrível de alguns corpos é insuportável para uma pessoa normal", explicou, ao se referir às vítimas "destripadas" ou com os corpos crivados de balas.

- Facas -

Nascido em Highwood, uma pequena cidade vizinha, o autor dos disparos foi identificado graças a vídeos de vigilância e pelo rastreamento da arma, que ele comprou legalmente, informou Covelli. Foi preso na segunda-feira e, até o momento, não revelou a motivação do ataque.

Segundo a polícia, o jovem tentou suicidar-se em abril de 2019 e foi submetido a um tratamento médico.

Em setembro de 2019, alguns agentes foram até a casa do suspeito após serem alertados de que ele estava ameaçando "matar todo mundo".

Na ocasião, a polícia apreendeu 16 facas, uma adaga e uma espada, mas Crimo não foi preso porque ninguém prestou queixas, explicou Cavelli.

Segundo o jornal local Chicago Tribune, em um vídeo publicado há oito meses, um jovem, que seria Robert Crimo, aparece em um quarto e em uma sala de aula com cartazes mostrando um homem armado atirando contra pessoas. E um comentário gravado em áudio: "Preciso fazer isso", "é o meu destino. Tudo me leva a isso. Nada pode me deter, nem mesmo eu".

Em imagens publicadas no Twitter do suspeito, é possível vê-lo com uma bandeira de apoio ao ex-presidente republicano Donald Trump nas costas.

A prefeita de Highland Park, Nancy Rotering, declarou à emissora NBC que conheceu o jovem quando ele era escoteiro e que a arma usada no massacre foi comprada legalmente.

- Tristeza -

"Aqui é onde precisamos refletir e perguntar o que aconteceu: como alguém ficou cheio de tanta raiva, de tanto ódio, para atacar inocentes que passavam um dia com suas famílias?", comentou Rotering.

Um drama que afundou a cidade em uma onda "incrível de tristeza e comoção". "Todos conhecem alguém que se viu afetado diretamente" pela tragédia, acrescentou a prefeita.

Paul Crimo, tio do suspeito, declarou nesta terça-feira à CNN que não tinha visto "nenhum sinal" que indicasse que seu sobrinho faria algo assim.

Quando aconteceu o massacre de 4 de julho, o país ainda estava se recuperando da comoção provocada por outros massacres a tiros recentes, um deles em uma escola de Uvalde, no Texas, que matou 21 pessoas, entre elas 19 crianças, em 24 de maio.

O presidente Joe Biden ordenou nesta terça-feira que as bandeiras sejam erguidas a meio mastro nos edifícios públicos. Recentemente, conquistou uma vitória política com o voto no Congresso de uma lei que regula a venda de armas nos Estados Unidos.

Segundo o site Gun Violence Archive, mais de 22.400 pessoas morreram por disparos de armas de fogo no decorrer deste ano, incluindo suicídios.

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