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Estado de Minas NOVA YORK

Petróleo desaba com WTI abaixo de US$ 100 o barril e Brent em queda de 9,45%


05/07/2022 17:39

Os preços do petróleo despencaram nesta terça-feira (5) devido ao temor de uma recessão nos Estados Unidos, com o WTI fechando abaixo da marca simbólica dos 100 dólares pela primeira vez em dois meses.

Em Londres, o Brent para entrega em setembro registrou queda de 9,45%, a 102,77 dólares o barril.

Enquanto isso, o West Texas Intermediate (WTI) para entrega em agosto recuou 8,23%, a 99,50 dólares - seu valor mínimo desde 11 de maio.

"Evidentemente, a trajetória do petróleo se reverteu", constatou Phil Flynn, da Price Futures Group, em declarações à AFP.

"Há muita preocupação sobre uma eventual recessão e sobre o fato de que a China tenha imposto testes de covid em massa", acrescentou.

O Ministério da Saúde chinês reportou nesta terça 335 novos casos positivos de coronavírus no país e as autoridades lançaram uma nova série de testes obrigatórios na maioria dos distritos de Xangai.

"Isso gera inquietação pelo fato de que a demanda de petróleo da China poderia se debilitar", informou Phil Flynn.

Para Ipek Ozkardeskaya, analista da Swissquote, "os temores de recessão reduzem as perspectivas para a demanda de petróleo e fazem os preços caírem".

Ao voltar ao valor inferior aos cem dólares, o petróleo cai abaixo de uma importante "cota psicológica". O analista evocou a possibilidade de uma queda dos preços até os 85 dólares o barril.

Em um cenário de recessão, os analistas da Citi preveem inclusive que o barril caia a 65 dólares no fim do ano e depois a US$ 45 se a Opep não intervir.

"Tudo acontece ao mesmo tempo e o mercado está muito nervoso pela direção que a economia segue, e isso provoca muita volatilidade", acrescentou Phil Flynn, depois da divulgação de resultados de atividades decepcionantes na Europa.

Por outro lado, nos Estados Unidos, "alguns observam que a demanda por gasolina não foi tão importante quanto se previa durante o fim de semana de 4 de julho", feriado prolongado do Dia da Independência americana, acrescentou.


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