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Estado de Minas QUITO

Lasso cede para dialogar com indígenas no Equador


23/06/2022 17:52

Pressionado por um protesto que teve início há 11 dias, o governo do Equador abriu nesta quinta-feira caminho para um diálogo com os indígenas, que se reúnem aos milhares em Quito para pedir um alívio frente ao custo de vida.

Isolado com Covid-19, o presidente Guillermo Lasso cedeu a um dos pedidos dos manifestantes e ordenou que os militares se retirassem da Casa da Cultura, um local simbólico para os indígenas, localizado no centro da capital equatoriana.

Agitando bandeiras e com gritos de alegria, uma grande passeata entrou nesta quinta-feira no complexo, que estava sob o controle das tropas, no âmbito do estado de exceção em vigor em algumas províncias.

"É um triunfo da luta", festejou o líder indígena Leonidas Iza com um megafone, enquanto avançava em direção à praça do centro cultural, onde os manifestantes irão definir os passos seguintes da crise, que já deixou três mortos e dezenas de feridos e detidos.

O governo permitiu a passagem da multidão "visando ao diálogo e à paz", declarou o ministro de Governo, Francisco Jiménez. O "propósito é o fim dos bloqueios de estradas, das manifestações violentas e dos ataques em diferentes lugares", acrescentou.

Em Quito, a maioria das passeatas são pacíficas, mas, à noite, acontecem os distúrbios e confrontos com a força pública.

Sob o lema "Fora, Lasso", milhares de pessoas mantêm o pulso nas ruas de Quito, enquanto o governo cede aos poucos. O presidente testou positivo para Covid ontem, mas líderes dos protestos veem no anúncio uma cortina de fumaça para atrasar as negociações.


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