O México vai denunciar internacionalmente a mineradora americana Vulcan Materials e uma filial que opera na Riviera Maya local, que o país acusa de causar uma "catástrofe ecológica" nessa região turística, anunciou nesta terça-feira (14) o presidente Andrés Manuel López Obrador.
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"Vamos apresentar uma denúncia internacional, afetaram cenotes , rios submarinos com ou sem licenças", disse o presidente de esquerda durante sua habitual entrevista coletiva matinal.
Sem especificar a que instância levará o caso, López Obrador acusou a Vulcan e sua subsidiária Calica de causar uma "catástrofe ecológica" ao extrair calcário próximo à costa caribenha "para construir estradas nos Estados Unidos".
No início de maio, o governo mexicano encerrou as operações da Calica em Playa del Carmen, na Riviera Maya, uma das joias turísticas do país. Na ocasião, o Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais denunciou "prováveis danos graves e deterioração dos ecossistemas".
A suspensão ocorreu depois que López Obrador anunciou uma ação judicial contra a empresa e em meio a acusações contra o governo sobre os danos ecológicos que a construção de uma linha férrea turística, a Mayan Train, uma de suas obras emblemáticas, estaria causando na região.
O desenvolvimento do trecho que se estende pela região está suspenso por ordem judicial. A Vulcan considerou o encerramento "ilegal" e garantiu que "tem as licenças necessárias para operar".
Desde 1986, a empresa opera sua "maior pedreira" perto de Playa del Carmen, de onde obtém a matéria-prima para produzir agregados para concreto e asfalto, bases, rochas e pó de pedra, segundo dados da própria empresa.