Há uma semana, o Ministério Público informou que havia ampliado uma investigação contra o presidente de esquerda no caso do consórcio "Puente Tarata III", que busca apurar se um ex-ministro dos Transportes, seis parlamentares, um ex-secretário-geral da presidência e dois sobrinhos de Castillo faziam parte de uma suposta rede criminosa chefiada pelo presidente.
Castillo afirmou na última segunda-feira que é vítima de perseguição política, após a decisão do Ministério Público de incluí-lo na investigação por tráfico de influência.
A empresária lobista Karelim López acusou o presidente e sua comitiva mais próxima, incluindo os dois sobrinhos, de terem formado uma rede criminosa para adjudicar ilegalmente contratos de obras públicas.
López coopera com a acusação sob o guarda-chuva legal de "colaboração efetiva" (delação premiada). Se suas acusações forem comprovadas, ela poderá obter uma sentença menor se for condenada pelos tribunais.
O escândalo estourou quando a imprensa divulgou os esforços de López com Castillo para que o consórcio conhecido como "Puente Tarata III" ganhasse uma licitação para construir uma ponte na região amazônica de San Martín.
A lei peruana impede que um presidente seja processado enquanto estiver no poder. Castillo termina seu mandato em julho de 2026.