"É muito estranho. As pessoas viveram aqui durante três meses e agora parece um dia normal em que vamos trabalhar como de costume", afirma Artiom Zelenski, 28 anos, um dos milhares de habitantes que pegaram o metrô nas primeiras horas de sua abertura.
"É difícil ficar em casa. Temos que sair para trabalhar, reconstruir a cidade, ganhar dinheiro para viver. Não sabemos o que vai acontecer amanhã", explica.
As forças russas, que cercavam a cidade, parecem ter desistido de tentar tomá-la e concentram mais tropas ao sul e ao leste, onde os combates continuam.
O metrô de Kharkiv, com três linhas e 30 estações, recebia 158 milhões de passageiros ao ano antes da guerra.
Três estações situadas no nordeste da cidade, que ainda são alvo dos disparos de artilharia, permanecem fechadas.
As autoridades pediram às pessoas que estavam refugiadas no metrô que se retirassem antes do domingo, oferecendo alojamentos temporário. Diversos edifícios da cidade foram destruídos ou ficam em áreas perigosas.
Cerca de 100 pessoas continuam vivendo nas estações fechadas.
Até o momento, os trens passam a cada 20 ou 30 minutos, mas o ritmo deve acelerar nos próximos dias.