Há menos de uma semana fora anunciado que o foragido mais procurado pela Justiça internacional por seu papel no genocídio de 1994 em Ruanda, Protais Mpiranya, tinha falecido em 2006 no Zimbábue.
O genocídio de 100 dias causou a morte de 800.000 tutsis e hutus moderados.
"Após uma investigação difícil e intensa, o escritório do Procurador pôde determinar que Munyarugarama morreu de causas naturais, por volta de 28 de fevereiro de 2002, em Kankwala", assinalou o Mecanismo para os Tribunais Internacionais (MTPI) em comunicado.
Munyarugarama, tenente-coronel das Forças Armadas de Ruanda (FAR), foi condenado em 2002 pelo Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR) de oito crimes, entre eles o de genocídio, incitação direta e pública para cometer genocídio e crimes contra a humanidade, detalhou o tribunal.
Em junho de 1994, Munyarugarama fugiu com sua família para o antigo Zaire, atual República Democrática do Congo, onde entrou para as forças militares das antigas FAR, que se reuniam para continuar a luta contra o governo ruandês, inclusive depois do genocídio.
Com a morte de Munyarugarama, restam apenas "quatro fugitivos sob a jurisdição do Mecanismo", afirmou o tribunal.