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Estado de Minas WASHINGTON

Cinco dados sobre a pandemia que deixou um milhão de mortos nos EUA


12/05/2022 09:29

Os Estados Unidos ultrapassaram nesta quinta-feira (12) o número, inimaginável há dois anos, de um milhão de mortes por covid-19, tornando-se assim o primeiro país a ultrapassar a barreira, embora especialistas alertem que o verdadeiro balanço é provavelmente superior.

A seguir, cinco coisas a saber sobre a pandemia nos Estados Unidos:

- Números assustadores -

O coronavírus já matou mais de um milhão de americanos, média de quase uma pessoa em cada 330 no país: uma das maiores taxas de mortalidade nos países desenvolvidos (contra cerca de 1 em 379 no Reino Unido ou 1 em 455 na França).

No total, mais de 203.000 crianças perderam um pai ou responsável nos Estados Unidos, de acordo com um estudo que destaca o "profundo impacto" da pandemia na juventude americana.

No auge da onda da ômicron, o país registrou mais de 800.000 casos diários em média, para um total de mais de 82 milhões de infecções.

Mas o número é provavelmente subavaliado, devido em parte à falta de testes disponíveis no início da pandemia e ao sucesso dos autotestes agora, que não são sistematicamente relatados às autoridades.

- NY, epicentro da primeira onda -

Se a pandemia atingiu primeiro o oeste dos Estados Unidos, Nova York, capital cultural do país localizada na costa leste, recebeu logo depois todo o impacto do vírus.

A cidade que nunca dorme tornou-se uma cidade fantasma, com seus mortos empilhados em caminhões refrigerados e artérias desertas. Os habitantes mais ricos a abandonaram, enquanto os menos privilegiados se confinaram.

A Big Apple, que ainda está traumatizada, soma mais de 40.000 mortes por covid-19 até o momento, a maioria durante a primeira onda na primavera de 2020.

- Vacinas desenvolvidas a toda velocidade -

Criticado por sua reação lenta e pela maneira como inicialmente minimizou a escala da catástrofe, o ex-presidente Donald Trump mais tarde ajudou a desenvolver uma vacina ao lançar a iniciativa "Warp speed".

A operação consistiu em injetar bilhões de dólares de dinheiro público em pesquisas de vacinas, permitindo que as empresas farmacêuticas realizassem seus caros ensaios clínicos.

O resultado foi que as primeiras vacinas - da Pfizer-BioNTech e da Moderna - foram autorizadas pela agência de medicamentos dos EUA em meados de dezembro, menos de um ano após os primeiros casos terem sido relatados na China.

- Máscaras -

Nos Estados Unidos, um país altamente polarizado, poucas questões sociais dividiram tanto quanto as máscaras e vacinas.

Entre os progressistas que defendem o distanciamento físico, máscaras faciais e injeções, e os conservadores que rejeitam qualquer interferência das autoridades em suas liberdades individuais, a batalha chegou ao topo do Estado, com um Trump que mal aceitava colocar a máscara e um Joe Biden campeão da vacinação.

De escolas a aviões e empresas, a questão da máscara provocou inúmeras disputas, às vezes levando até a tiros.

No último episódio até o momento, um juiz da Flórida nomeado por Trump suspendeu em abril a obrigatoriedade de usar máscara no transporte público, decisão recorrida pelo governo.

- Alta novamente -

A taxa de contágio nos Estados Unidos está voltando a subir, possivelmente por subvariantes da ômicron.

Enquanto era de 25.000 casos diários em março, o país registra agora uma média de 78.000 casos, segundo a principal agência sanitária americana.


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