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Estado de Minas WASHINGTON

Fed enfrenta desafio de conter inflação sem causar recessão


02/05/2022 12:53

O Federal Reserve dos Estados Unidos (Fed, banco central) terá uma equação difícil para resolver na terça e quarta-feira: o quanto deve aumentar suas taxas de juros de referência para controlar a inflação sem mergulhar a primeira economia mundial em uma recessão?

Em março, o Fed aumentou cautelosamente as taxas de juros em 0,25 ponto percentual, no primeiro aumento desde 2018.

Desta vez, salvo surpresas, o Comitê de Política Monetária (FOMC) aumentará as taxas em meio ponto, para levá-las a uma faixa de 0,75%-1%, em um esforço de conter a inflação.

O presidente do banco central, Jerome Powell, disse que esse aumento de meio ponto está "sobre a mesa".

Diante de um painel de banqueiros centrais à margem das reuniões de primavera boreal do FMI, ele enfatizou que é "absolutamente essencial" restaurar a estabilidade dos preços e aumentar "rapidamente" as taxas para o Fed cumprir essa prerrogativa.

Outros membros do Fed foram mais explícitos ao considerarem que é necessário desenvolver uma política agressiva diante da inflação implacável, em um contexto de desemprego muito baixo e escassez de mão de obra, que aumentam os salários.

Alguns desses responsáveis esperam que também haja aumentos semelhantes à reunião de junho.

A inflação, agravada pela guerra entre Rússia e Ucrânia, está em seu nível mais alto desde o início dos anos 80.

Em março, subiu para 6,6% em 12 meses nos Estados Unidos e os preços tiveram alta de 0,9% entre fevereiro e abril, segundo o índice PCE - o qual o Fed acompanha - publicado pelo Departamento do Comércio na sexta-feira.

O outro indicador de inflação nos Estados Unidos, o CPI, publicado no início do mês pelo Departamento do Trabalho e que é referência para o cálculo das aposentadorias, apresentou um aumento de preços de 8,5% em 12 meses em março, o maior aumento desde dezembro de 1981.

As duas medidas são calculadas a partir de diferentes grupos de bens e serviços, o que explica a diferença das porcentagens.

As discussões serão intensas. Além das pressões inflacionárias, alimentadas também pelos confinamentos na China que acentuaram os problemas de abastecimento no mundo, o crescimento parou em todo o planeta.

As ferramentas do Fed são consideradas eficazes para moderar a demanda e, consequentemente, os preços. Além da taxa de juros, o Fed deve começar a reduzir suas participações em títulos, outra grande etapa da normalização monetária.


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