Esse documento, batizado de "Código Murad", que leva o nome da ex-escrava sexual do grupo Estado Islâmico (EI) no Iraque e figura mundialmente conhecida dos yazidis, pretende contribuir pela busca de justiça para as vítimas sobreviventes, facilitando a recuperação de provas.
Pretende permitir as vítimas que testemunhem suas experiências em total segurança e minimizar as consequências psicológicas e físicas.
"Os esforços para pôr fim à violência sexual tomam envergadura, em grande parte, graças aos valentes sobreviventes de todo o mundo que compartilharam suas histórias", disse Nadia Murad, presente, nesta quarta (13), em uma reunião do Conselho de Segurança sobre a violência sexual nos conflitos.
"Porém, mais frequentemente, as denúncias de violência sexual têm consequências negativas para os sobreviventes. O Código Murad apresenta diretrizes claras e práticas para centrar as necessidades dos sobreviventes na coleta de provas e assegurar que recebam justiça e apoio, em vez das consequências", assegurou.
Em um comunicado conjunto, a ministra britânica das Relações Exteriores, Liz Truss, denunciou "o número crescente de informes sobre casos de violência sexual infligida pelas forças russas" na guerra na Ucrânia.
"O lançamento do Código Murad é uma etapa essencial para ajudar e apoiar os sobreviventes e levar os autores à justiça pelos seus crimes", acrescentou. As autoridades britânicas têm previsto organizar uma conferência internacional sobre a violência sexual nos conflitos este ano.