Jornal Estado de Minas

CIDADE DO MÉXICO

Mulheres são relegadas na literatura e no jornalismo latinos (Unesco)

As mulheres continuam relegadas na produção literária e no jornalismo, ocupando cerca de 30% desses espaços, segundo um estudo da Unesco e da organização PEN Internacional realizado em cinco países latino-americanos.



O relatório "Mulheres em poder da palavra", apresentado nesta segunda-feira na Cidade do México, documenta a situação das escritoras e jornalistas culturais no México, Nicarágua, Honduras, Equador e Guatemala. "Apenas 30%" dos postos de trabalho nessas duas áreas são ocupados por mulheres, assinalou em entrevista coletiva Alicia Quiñones, do programa para a América Latina da PEN Internacional.

Fréderic Vacheron, representante da Unesco no México, mencionou que pouco se fala sobre essas diferenças de gênero na cultura e no jornalismo, motivo pelo qual é necessário tornar o problema visível.

No caso do México, maior país de fala hispânica, o relatório constatou que apenas um quarto dos livros são escritos por mulheres, enquanto nos principais suplementos culturais jornalísticos, apenas uma a cada quatro assinaturas é feminina.

O relatório faz parte de um programa piloto que a Unesco e a PEN Internacional buscam replicar na América do Sul e no Caribe.