O presidente Salva Kiir e seu rival, o vice-presidente Riek Machar, concordaram em formar um comando unificado das forças armadas.
Especificamente, o acordo prevê uma divisão de postos de comando no exército, na polícia e nas forças de segurança nacional e deve desbloquear a aplicação do acordo de paz de 2018 para encerrar cinco anos de guerra civil.
"A paz é uma questão de segurança e hoje (atingimos) um marco importante", disse Martin Abucha, que assinou o acordo em nome do partido de oposição de Machar.
"Trata-se de informar ao mundo inteiro que somos pela paz e que todos devemos trabalhar por ela", acrescentou Tut Gatluak, conselheiro de segurança do presidente Kiir.
Desde sua independência do Sudão em 2011, o país vivenciou violência político-étnica e instabilidade crônica, o que o impediu de se recuperar da sangrenta guerra civil que deixou quase 400 mil mortos e quatro milhões de deslocados entre 2013 e 2018.