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Estado de Minas RIADE

Coalizão liderada pela Arábia Saudita anuncia cessar-fogo no Iêmen para o Ramadã


29/03/2022 20:06

A coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo contra os rebeldes houthis no conflito no Iêmen, anunciou na noite desta terça-feira (29) a cessação das operações militares a partir desta quarta-feira durante o mês sagrado do Ramadã.

"A coalizão anuncia a cessação das operações militares no Iêmen a partir das 06h00 (00h00 no horário de Brasília) de quarta-feira, 30 de março de 2022", afirmou a coalizão em comunicado publicado pela agência de imprensa saudita SPA.

Este cessar-fogo visa oferecer "as condições favoráveis necessárias para o sucesso das consultas (iemenitas, ndlr) e um ambiente favorável durante o mês sagrado do Ramadã para alcançar a paz no Iêmen", acrescentou o comando da coalizão em um comunicado.

Depois de lançar 16 ataques contra a Arábia Saudita na última sexta-feira, os rebeldes houthis anunciaram uma trégua unilateral de três dias no sábado.

Os insurgentes, apoiados pelo Irã, propuseram que essa trégua se torne "permanente" se Riade levantar o "bloqueio" do Iêmen, interromper seus ataques aéreos e retirar suas "forças" deste país, em guerra desde 2014.

Na manhã de terça-feira, Riade disse esperar "medidas sérias" dos rebeldes iemenitas, incluindo uma troca de prisioneiros, antes de decidir sobre a trégua.

Os insurgentes anunciaram na noite de domingo um acordo sobre a libertação de 1.400 prisioneiros detidos pelo governo e 823 detidos pelos houthis, incluindo 16 sauditas, três sudaneses e o irmão do presidente iemenita Abd Rabbo Mansur Hadi.

"Um acordo de troca de prisioneiros foi concluído com a mediação das Nações Unidas", escreveu o representante houthi Abdelkader Al-Mourtada no Twitter.

O funcionário do governo Hadi Haig disse no Twitter que o acordo "ainda está em estudo".

A última troca de prisioneiros permitiu a libertação de mais de 1.000 pessoas em outubro de 2020.

Riade também sedia nesta quarta-feira conversas sob os auspícios do Conselho de Cooperação do Golfo, que agrupa os seis países da península, mas sem a participação dos houthis que se recusaram a ir ao território "inimigo".


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