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Estado de Minas WASHINGTON

OEA aprova resolução sobre Ucrânia e Kiev pede suspensão da Rússia


25/03/2022 19:24

A Organização de Estados Americanos (OEA) adotou nesta sexta-feira (25) uma resolução sobre a Ucrânia que pede o fim "de atos que podem constituir crimes de guerra", mas a embaixadora ucraniana em Washington pediu que a entidade dê um passo a mais e suspenda a Rússia como observador permanente.

Dos 34 membros ativos da OEA, 28 votaram a favor, nenhum contra e cinco se abstiveram: Brasil, Bolívia, El Salvador, Honduras e São Vicente e Granadinas.

A resolução sobre a crise na Ucrânia "exige respeito pelos direitos humanos e a cessação imediata de atos que possam constituir crimes de guerra". Também exorta a Rússia "a retirar imediatamente todas as suas forças e equipamentos militares e retorne a um caminho de diálogo e diplomacia".

O texto classifica como "profundamente preocupante e totalmente inaceitável" a deterioração da situação humanitária.

A OEA, da qual a Ucrânia e a Rússia são observadores permanentes, insta "todas as partes a respeitarem estritamente" o direito internacional humanitário e a proteger a população civil.

Os países concordam em "revisar, conforme necessário, o cumprimento dos compromissos da Federação Russa com a OEA como observador permanente".

A embaixadora ucraniana nos Estados Unidos, Oksana Markarova, agradeceu várias vezes à OEA pela resolução, mas pediu que a entidade considerasse "retirar o status de observador permanente da Rússia", porque é "inaceitável que alguém que não respeite os princípios de soberania e integridade territorial e pensa que não há problema em matar crianças e pessoas inocentes no território de outro Estado possa se sentar à mesa com pessoas que os respeitam".

"Não é apenas nosso país que está sendo atacado, mas a própria fundação do mundo, a ordem baseada em regras, a segurança e a arquitetura e o direito internacional", disse o embaixador, comparando-o a 1939 "quando o país de Hitler atacou inocentes independentes países da Europa".

O representante da missão de observação permanente da Rússia, Alexander Kim, "rejeitou categoricamente as acusações provocativas e infundadas" e disse que parecia inadequado que a OEA "considerasse questões que não são relevantes" para a região.


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