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Estado de Minas PARIS

Destruição da natureza ameaça a estabilidade econômica, segundo relatório


24/03/2022 13:53

Os bancos centrais estão subestimando a ameaça representada pela perda da biodiversidade e da riqueza das quais empresas e instituições financeiras dependem, segundo um relatório publicado nesta quinta-feira (24).

Os efeitos das mudanças climáticas são cada vez mais levados em consideração nas avaliações de risco econômico, mas muito menos no caso de ameaças semelhantes decorrentes da destruição da natureza, de acordo com o relatório elaborado em conjunto por uma equipe de pesquisadores e a Network of Central Banks and Supervisors for Greening the Financial System (NGFS).

"A biodiversidade é a base da vida em nosso planeta", disse Ravi Menon, presidente do NGFS. "Mas estamos erodindo a biodiversidade em um ritmo taxa que está danificando os ecossistemas que nos fornecem alimentos, água e ar puro. Isso pode representar riscos significativos para a estabilidade econômica, financeira e social".

O relatório coincide com a reunião de delegações de quase 200 países em Genebra para negociar um acordo de melhor proteção da biodiversidade antes do final do ano.

O texto destaca o impacto que o sistema financeiro pode ter na natureza, por meio dos empréstimos oferecidos, investimentos e seguros. Ainda aponta que os sistemas econômico-financeiros dependem de ter ecossistemas saudáveis e funcionais.

É o caso dos rendimentos agrícolas, ameaçados pela redução das populações de polinizadores, vítimas de pesticidas ou redução do habitat.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento estima que a aplicação de políticas para evitar que a Amazônia atinja o ponto de inflexão que poderia transformá-la em uma savana - ou seja, conter o desmatamento, investir na agricultura sustentável e melhorar a gestão de incêndios - poderia gerar cerca de 340.000 milhões de dólares de riqueza adicional.


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