"Os Estados Unidos não irão tolerar ações flagrantemente ilegais que tenham como alvos os residentes americanos, em solo americano, e minem nossos estimados valores e direitos", disse o procurador Breon Peace, que anunciou acusações contra cinco homens.
Peace relatou que "três casos envolvem campanhas para silenciar, perseguir, desacreditar e espionar os residentes americanos simplesmente por exercerem sua liberdade de expressão".
O governo da China classificou as acusações de "calúnia" e o porta-voz da diplomacia de Pequim, Zhao Lijian, afirmou em uma entrevista coletiva nesta quinta-feira que são alegações "inventadas".
"Pequim nunuca exige a seus cidadãos que efetuem atividades ilegais em seu país de residência", acrescentou.
No primeiro caso, Lin Qiming, agente do Ministério da Segurança do Estado chinês (MSS), foi acusado criminalmente de conspirar para difamar um dissidente chinês residente em Nova York que concorre ao Congresso daquele estado.
Embora o dissidente não tenha sido identificado, seu perfil coincide com o de Yan Xiong, ex-líder estudantil dos protestos pró-democracia de 1989 na Praça da Paz Celestial.
Segundo a denúncia, Lin entrou em contato com um investigador particular nos Estados Unidos em busca de informações comprometedoras sobre Yan, que fugiu para os Estados Unidos em 1992, serviu no Exército americano como capelão e anunciou em setembro que buscava a indicação do Partido Democrata para uma cadeira por Long Island no Congresso de Nova York.
Em um segundo caso, promotores acusaram Shujun Wang, 73, um acadêmico renomado nascido na China e que mora no distrito do Queens, Nova York, de atuar como agente do governo chinês.
Wang, que foi preso nesta quarta-feira e pode pegar até 20 anos de prisão, fundou uma organização pró-democracia, mas desde 2015 "atua em sigilo sob a direção e controle de vários oficiais do MSS", segundo os promotores.
No terceiro caso, Fan "Frank" Liu, 62, e Matthew Ziburis, 49, ambos de Nova York, e Quiang "Jason" Sun, 40, da China, foram acusados de atuar como agentes do governo chinês e conspirar para desacreditar ativistas pró-democracia que vivem nos Estados Unidos.