"A sentença imposta a Rafi foi de 10 anos de prisão, além de uma proibição de viagem pelo mesmo tempo. A decisão do tribunal permanece e é firme", disse à AFP um funcionário do Ministério do Interior, que pediu anonimato.
"Portanto, ele não pode deixar o reino por mais 10 anos, a menos que um indulto (real) seja emitido", disse a mesma fonte, um dia depois de Badawi ter sido libertado da prisão.
Badawi, 38, foi preso na Arábia Saudita em 2012 sob a acusação de "insultar o Islã". No final de 2014, ele foi condenado a 10 anos de prisão e 50 chicotadas por semana durante vinte semanas.
Seu primeiro açoitamento na Praça Jeddah do reino chocou o mundo e foi rotulado pelas Nações Unidas como "cruel e desumano". Depois dessas críticas, não foi chicoteado novamente.
A esposa de Badawi, Ensaf Haidar, que vive no Canadá com seus três filhos, revelou à AFP na sexta-feira que ele ligou para ela e foi libertado.
Mais tarde, um funcionário do departamento de segurança confirmou a notícia, embora não tenha fornecido mais detalhes sobre sua libertação.
A irmã de Raif Badawi, Samar Badawi, assim como a ativista Nassima al-Sadah, libertada em 2021, também permanecem presas no reino.
A província canadense de Quebec abriu o caminho para Badawi se mudar para o país norte-americano, se assim o desejar, depois de colocá-lo em uma lista prioritária para imigrantes.