
Diante da intensificação das operações russas, Moscou busca agora "recrutar" combatentes estrangeiros, incluindo sírios, apontou o Departamento de Defesa dos EUA. Segundo o porta-voz do Pentágono, John Kirby, as forças russas "não fizeram nenhum progresso perceptível nos últimos dias", além dos avanços no sul da Ucrânia.
O secretário de Defesa Lloyd Austin ordenou no fim de semana o envio de "500 militares americanos adicionais à Europa para aumentar as forças que já estão no continente", disse aos jornalistas um funcionário do Departamento de Defesa.
O presidente americano, Joe Biden, disse claramente que todo contingente enviado à Europa não tem como destino a Ucrânia e nem vai participar da guerra no país. Trata-se de movimentações preventivas em países da Otan, da qual Kiev não faz parte.
O funcionário do Departamento de Defesa dos EUA calcula que o presidente russo, Vladimir Putin, já enviou para dentro da Ucrânia "quase 100% de suas forças de combate" que estavam concentradas nos últimos meses na fronteira russo-ucraniana, ou seja, mais de 150.000 soldados, "segundo as estimativas americanas".
"Ele [Putin] já enviou quase todas [as tropas] para o interior" do país atacado, explicou a fonte, que afirma que os bombardeios contra diversas cidades se intensificaram e passaram a ter como alvo "objetivos civis, infraestruturas civis e áreas residenciais".
Sem acusar claramente Moscou de atacar os civis de maneira deliberada, a fonte considerou que esses ataques acontecem "cada vez com mais frequência e em uma escala cada vez maior".
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, afirma que os russos estão se preparando para atacar Odessa, uma cidade portuária estratégica às margens do Mar Negro.
"Acreditamos que os russos querem tomar Odessa", disse o funcionário do Pentágono, que não descarta um possível ataque anfíbio apoiado por tropas terrestres. Contudo, a fonte acrescentou que os Estados Unidos, "neste momento, não têm indícios de um possível movimento" nessa frente.
