O serviço diplomático da União Europeia (UE) convocou nesta quinta-feira (24) o embaixador da Rússia no bloco, Vladimir Chizhov, para expressar a "enérgica condenação" à ofensiva militar na Ucrânia, informou o gabinete do chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell.
De acordo com uma nota, o secretário-geral do serviço diplomático, Stefano Sannino, também adiantou ao representante russo que os líderes europeus deverão aprovar hoje um novo pacote de medidas restritivas.
Nesse encontro, Sannino apresentou a Chizhov o pedido da UE sobre "o fim imediato das operações militares e da retirada incondicional de todas as forças e equipamentos militares de todo o território da Ucrânia".
Os chefes de Estado e de governo dos países da UE realizarão uma cúpula de emergência nesta quinta-feira em Bruxelas para discutir a situação na Ucrânia e adotar um novo pacote de sanções.
Borrell antecipou no início do dia que este novo pacote de sanções seria o maior já adotado pelo bloco europeu e que com essas medidas a Rússia se expõe a um "isolamento sem precedentes".
Nesta quinta-feira pela manhã, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que o objetivo das sanções era atingir "setores estratégicos" da economia russa e bloquear seu acesso a mercados importantes.
"Enfraqueceremos a base econômica da Rússia e sua capacidade de modernização. Além disso, congelaremos os ativos russos na UE e interromperemos o acesso dos bancos russos ao mercado financeiro europeu", alertou.