Em 2020, foram registradas cerca de 13,4 milhões de pessoas que precisavam de assistência, de acordo com o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) da ONU, que na quarta-feira à noite publicou um novo relatório sobre a situação na Síria.
"O sofrimento da população síria alcançou seu nível mais alto desde o início da crise", destacou Mark Cutts, coordenador regional adjunto para a Síria do departamento de Assuntos Humanitários das Nações Unidas.
"A ONU e seus sócios fornecem ajuda humanitária a quase 7 milhões de pessoas por mês, mas é necessário um apoio maior", acrescentou no Twitter.
Desencadeado em março de 2011 como consequência da repressão das manifestações pró-democracia, o conflito na Síria provocou cerca de meio milhão de mortes e vários milhões de pessoas deslocadas, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), uma ONG sediada em Londres que conta com uma ampla rede de informações no país.
A Síria está imersa em uma crise econômica que foi agravada pelas sanções impostas pelos países ocidentais, a pandemia de covid-19 e uma grande desvalorização da moeda local.