O projeto está destinado a fracassar devido ao direito de veto da Rússia, membro permanente do Conselho de Segurança. Nesse caso, o texto seria apresentado em seguida à Assembleia Geral, onde as resoluções não são vinculantes e não há direito de veto.
Essa estratégia já foi utilizada em 2014 após a anexação da Crimeia por parte da Rússia. Entre os 15 membros do Conselho de Segurança, Moscou vetou a resolução e a China se absteve. Na Assembleia Geral, o projeto obteve 100 votos de um total de 193, enquanto 11 votaram contra, 58 se abstiveram e o restante não participou.
Uma votação sobre o projeto americano-albanês poderia ser organizado "nos próximos dias", indicou à AFP uma das fontes diplomáticas. É preciso aproveitar o "momentum" favorável na ONU depois que diversos países criticaram abertamente as ações da Rússia, acrescentou a fonte.
Além disso, nesta quarta-feira (23), durante uma longa reunião da Assembleia Geral, a grande maioria dos países denunciou o comportamento da Rússia na Ucrânia.
As missões diplomáticas americana e albanesa na ONU, por sua vez, não responderam de imediato a um pedido de comentário.