Jornal Estado de Minas

LONDRES

Para Biden e Johnson, ainda há 'oportunidade para a diplomacia' em conflito sobre Ucrânia

"Ainda há uma oportunidade crucial para a diplomacia" na crise atual sobre a Ucrânia, avaliaram o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e o presidente americano, Joe Biden, nesta segunda-feira (14), durante um telefonema, informou o porta-voz de Johnson.



"O primeiro-ministro e o presidente Biden se informaram mutuamente de suas recentes discussões com seus colegas dirigentes mundiais. Estiveram de acordo em que ainda resta uma oportunidade crucial para a diplomacia e para que a Rússia renuncie a suas ameaças contra a Ucrânia", disse o porta-voz de Boris Johnson após a conversa por telefone.

Os dirigentes reiteraram que uma incursão na Ucrânia "provocaria uma crise prolongada para a Rússia, com danos consideráveis tanto para a Rússia quanto para o (resto do) mundo".

Eles destacaram que é preciso que os ocidentais "permaneçam unidos frente às ameaças russas, sobretudo impondo um conjunto importante de sanções se houver uma escalada na agressão russa" e que "os países europeus (devem) reduzir sua dependência do gás russo, uma medida que, mais do que nenhuma outra, afetaria o centro dos interesses estratégicos da Rússia".

Anteriormente, Boris Johnson tinha considerado que a Rússia poderia invadir a Ucrânia "em questão de 48 horas" e instou o presidente russo, Vladimir Putin, a se afastar do "precipício".

Segundo Downing Street, Johnson decidiu encurtar uma viagem ao noroeste da Inglaterra para voltar a Londres a fim de presidir na terça-feira uma reunião interministerial de crise, denominada "COBR", a partir das informações transmitidas pelos serviços de Inteligência.

Os ocidentais temem que a Rússia invada a Ucrânia após ter concentrado dezenas de milhares de soldados nas fronteiras com a antiga república soviética.

Moscou assegura que não age com intenção bélica, mas condiciona uma desescalada a que os ocidentais lhe deem "garantias de segurança" como, por exemplo, que lhe assegurem que a Ucrânia nunca será incorporada à Otan.