Também participarão o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen e o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, segundo fontes do governo alemão e da presidência francesa.
A conversa vai incluir ainda o presidente polonês Andrzej Duda, o chefe de governo italiano, Mario Draghi, e o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau.
O secretário de Estado americano, Antony Blinken, considera que a Rússia pode invadir a Ucrânia "a qualquer momento", já que concentrou mais de 100.000 soldados e armas pesadas na fronteira da ex-república soviética.
Nos últimos dias, as discussões entre as partes aumentaram, sem nenhum progresso para resolver a crise, que os ocidentais descrevem como a mais perigosa desde o fim da Guerra Fria, há três décadas.
Nesta sexta-feira, o Kremlin lamentou que as discussões entre Alemanha, Rússia, Ucrânia e França tenham ocorrido em Berlim sem "nenhum resultado".
A Rússia, que anexou a Crimeia em 2014, nega ter quaisquer intenções bélicas contra a Ucrânia, mas condiciona a desescalada a exigências como a garantia da Otan de que a antiga república soviética nunca será incorporada à Aliança. A condição é inaceitável para os ocidentais.
Paralelamente, Moscou anunciou novas manobras militares na fronteira ucraniana, além das que já vem realizando desde quinta-feira em Belarus, país vizinho da Ucrânia.