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Estado de Minas LONDRES

Premier britânico pedirá que Putin evite 'banho de sangue' na Ucrânia


28/01/2022 20:30

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, instará o presidente russo, Vladimir Putin, a "voltar atrás" em sua suposta intenção de invadir a Ucrânia a fim de "evitar um banho de sangue", informou uma porta-voz do governo britânico nesta sexta-feira (28).

Em uma próxima conversa telefônica, cuja data exata não foi informada, Johnson também defenderá um "compromisso diplomático" do presidente russo com a solução das tensões entre Moscou e Kiev.

"Quando conversar com o presidente Putin no final desta semana, [Johnson] pedirá à Rússia que recue e se envolva em um compromisso diplomático", disse a porta-voz em comunicado.

O premier britânico também planeja viajar para a região nos próximos dias.

Mais de 100.000 soldados russos estão concentrados na fronteira com a Ucrânia, e os países ocidentais veem em sua presença um sinal de que uma invasão da ex-república soviética pode ser iminente.

A Rússia nega qualquer intenção de guerra, mas pede garantias por escrito sobre sua segurança e que a Ucrânia não se juntará à Otan.

Na próxima segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores britânico deve anunciar no Parlamento um endurecimento de seu regime de sanções contra a Rússia para que Londres possa atingir os interesses estratégicos e financeiros de Moscou.

O governo é acusado de fechar os olhos ao fluxo de fundos russos em seu território.

O deputado conservador Tom Tugendhat, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Parlamento, ressaltou que a ameaça russa não vinha apenas na forma de "tanques", mas também de "dinheiro líquido".

"O dinheiro escondido em contas e propriedades é usado para minar a segurança do Reino Unido e do povo britânico", acusou Tugendhat.

Na terça-feira, Johnson alertou em uma aparição no Parlamento que os países ocidentais imporiam sanções sem precedentes à Rússia caso invadisse a Ucrânia.

Na véspera, o primeiro-ministro se reuniu virtualmente com os líderes dos Estados Unidos, Polônia, França, Itália, Alemanha, UE e Otan.


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