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Estado de Minas WASHINGTON

EUA e UE buscam fontes alternativas de gás natural caso não tenham abastecimento russo


28/01/2022 12:47

Estados Unidos e União Europeia afirmaram nesta sexta-feira (28) que estão trabalhando para conseguir fontes alternativas de gás natural para a Europa, com as quais desejam enfrentar uma possível retaliação da Rússia, principal fornecedor de gás da região,contra sanções por uma eventual invasão na Ucrânia.

"Estados Unidos e UE trabalham em conjunto para garantir um fornecimento contínuo, suficiente e oportuno de gás à UE por meio de diferentes fontes no mundo para evitar perturbações no abastecimento", disse um comunicado conjunto do presidente americano Joe Biden e da chefe da União Europeia, Ursula von der Leyen.

Entre as perturbações esperadas "estão incluídas aquelas que poderiam resultar de uma eventual invasão russa à Ucrânia", explicaram.

"Estados Unidos já são o principal provedor de gás natural liquefeito para a UE. Colaboramos com os governos e operadores do mercado para conseguir o abastecimento de volumes adicionais de gás natural para a Europa a partir de diversas fontes ao redor do mundo", acrescenta o texto.

Os ocidentais acusam Moscou de preparar uma potencial ofensiva contra Ucrânia e ameaçam com sanções sem precedentes. Washington afirmou especialmente que o gasoduto Nord Stream 2 entre Rússia e Alemanha, já concluído mas que ainda não entrou em operação, não seria ativado em caso de ataque.

Mas americanos e europeus temem que o Kremlin, em possível represália, reduza drasticamente o fornecimento de hidrocarbonetos à Europa, vital para muitos países.

Na declaração, Biden e Von der Leyen dizem que também "compartilham o objetivo de garantir a segurança energética da Ucrânia e a integração progressiva da Ucrânia aos mercados de gás e eletricidade da UE".

E destacam que os "desafios atuais" vinculados à ameaça de conflito na Europa destacam a necessidade de "acelerar" a transição para "energias limpas".

"Pedimos aos principais países produtores de energia que se unam a nós para garantir que os mercados energéticos mundiais permaneçam estáveis e bem abastecidos", concluem.


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