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Estado de Minas WASHINGTON

Blinken e homólogo russo se reunirão em Genebra para falar da Ucrânia


18/01/2022 15:37

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, se reunirá na sexta-feira (21) em Genebra com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, na esperança de garantir uma "saída diplomática" para a crise da Ucrânia, disse um funcionário americano.

"O secretário (de Estado) Blinken está 150% comprometido para ver se encontra uma saída diplomática e essa é realmente a intenção por trás deste encontro com o ministro das Relações Exteriores Lavrov", disse o funcionário a jornalistas nesta terça-feira (18), sob condição de anonimato.

"É realmente uma oportunidade para que os Estados Unidos compartilhem nossas principais preocupações com a Rússia e vejam onde poderia haver uma oportunidade para que Rússia e Estados Unidos encontrem pontos em comum", disse.

Blinken prevê partir para a Ucrânia nesta terça-feira em uma demonstração de apoio enquanto dezenas de milhares de tropas russas se acumulam na fronteira do país.

Depois se dirigirá a Berlim para negociações com o Reino Unido, França e Alemanha sobre a crise, enquanto as potências ocidentais alertam a Rússia de dolorosas consequências se invadir a Ucrânia.

O funcionário americano disse que Blinken concordou com Lavrov sobre as negociações em uma conversa telefônica, mas alertou sobre a possibilidade de a Rússia não estar interessada em uma solução diplomática.

"Acredito que ainda é muito cedo para saber se o governo russo está realmente interessado na diplomacia, se está preparado para negociar seriamente e de boa fé, ou se utilizará as discussões como pretexto para afirmar que a diplomacia não abordou os interesses de Moscou", disse a fonte.

O funcionário alertou novamente que os Estados Unidos estão preparados se a Rússia decidir invadir.

Junto às consequências econômicas, "forneceremos materiais defensivos adicionais aos ucranianos" se houver uma invasão, afirmou.

Também expressou preocupação com os movimentos russos nesta terça-feira em Belarus, cujo presidente Alexander Lukashenko é aliado do presidente russo Vladimir Putin.

"O fato de que estejamos vendo este movimento para Belarus claramente dá aos russos outra aproximação em caso de decidirem empreender mais ações militares contra a Ucrânia", disse o responsável americano.

Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia, indicou que as tropas russas chegaram para realizar exercícios de preparação para o combate.


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