Após perder a Bola de Ouro da revista France Football para Lionel Messi (ex-Barcelona, atual PSG), Lewandowski superou o argentino e o egípcio Mohamed Salah, do Liverpool, na votação da Fifa, enquanto Putellas conseguiu uma dobradinha, pois também foi a escolhida da prestigiada revista francesa.
Na temporada 2020-2021, 'Lewa' (33 anos), fez história na Bundesliga ao marcar 41 gols em 29 jogos, um a mais que o recorde anterior em uma mesma edição do Campeonato Alemão, que pertencia a Gerd Müller, na temporada 1971-1972.
"Sei o que significava bater esse recorde, marcar 41 gols em 29 jogos, e se tivessem me dito há alguns anos, eu responderia: 'Não, é impossível marcar tantos gols em uma temporada da Bundesliga'", afirmou o artilheiro.
- Homenagem a Müller -
Ídolo histórico do Bayern e da seleção alemã, o 'Bombardeiro' Gerd Müller foi Bola de Ouro em 1970 e campeão do mundo em 1974, mas faleceu em agosto de 2021, aos 75 anos, por decorrência da doença de Alzheimer. Hoje, Lewandowski fez questão de homenageá-lo.
"Quero agradecê-lo, porque, sem ele, isso não teria sido possível Para mim, assim como para todos os jogadores das gerações seguintes, o próximo objetivo era bater seus recordes", disse o polonês por videoconferência.
Apesar do desempenho brilhante na Bundesliga, Lewandowski não teve o mesmo sucesso em competições europeias. O Bayern foi eliminado nas quartas de final da Liga dos Campeões sem poder contar com o atacante, que estava lesionado, enquanto na Eurocopa a seleção polonesa caiu na fase de grupos, mesmo com o artilheiro marcando três gols em três partidas.
O jurado da premiação da Fifa, composto por técnicos de seleções, capitães, jornalistas e torcedores de todo o mundo, tinha que decidir com base nas atuações dos jogadores no período entre 8 de outubro de 2020 e 7 de agosto de 2021, segundo o regulamento.
A outra grande protagonista foi a meio-campista Alexia Putellas, que já tinha feito história ao se tornar a primeira espanhola a conquistar a Bola de Ouro, e agora também levou o "The Best", superando na votação sua companheira de Barcelona e seleção espanhola, Jennifer Hermoso, e a australiana Sam Kerr, que defende o Chelsea da Inglaterra.
- '2021 foi perfeito' -
A maestra do clube catalão, de 27 anos, sucedeu no prêmio a inglesa Lucy Bronze, que defende o Manchester City. Putellas fez uma temporada extraordinária em 2021, vencendo com seu clube o Campeonato Espanhol, a Copa da Rainha e a Liga dos Campeões da Europa.
"2021 foi perfeito, esperamos que este ano continuemos assim. Estou muito feliz e quero agradecer a todas as minhas companheiras, isto é de todas", declarou Putellas ao receber o troféu.
Preguntada sobre o nível do futebol feminino espanhol, a meio-campista declarou: "Na Espanha, há muito talento, faltava trabalho e tempo. Também precisávamos de um projeto que acreditasse que poderíamos ser as melhores do mundo, e o Barça fez isso", frisou.
A cerimônia de entrega dos prêmios ocorreu de maneira virtual em Zurique, na Suíça, sem público e sem a maior parte dos protagonistas, como consequência da pandemia de covid-19.
- Protagonismo para Cristiano Ronaldo, Lamela e Chelsea -
Um dos poucos que compareceram ao local da premiação foi o português Cristiano Ronaldo, que recebeu um troféu especial por ter batido o recorde de gols em partidas de seleções: 115 com Portugal, superando os 109 tentos marcados pelo iraniano Ali Daei.
"É um sonho Tenho de agradecer aos meus colegas, especialmente de seleção portuguesa, ao longo dos últimos 20 anos", declarou o português ao receber o prêmio das mãos do presidente da Fifa, Gianni Infantino. "Nunca pensei bater este recorde", admitiu.
No restante das categorias, o clube inglês Chelsea assumiu o protagonismo ao acumular os dois troféus de melhor treinador, com Thomas Tuchel (masculino) e Emma Hayes (feminino), além do melhor goleiro para Edouard Mendy.
Nenhum brasileiro estava entre os candidatos ao prêmio, mas o futebol sul-americano se fez presente com a chilena Christiane Endler, que levou a distinção de melhor goleira, e o argentino Érik Lamela, que recebeu o "Puskas" pelo gol mais bonito, um golaço de letra quando defendia o Tottenham, na derrota para o Arsenal em março do ano passado.
Por fim, a equipe médica e os jogadores da seleção da Dinamarca ficaram com o prêmio "Fair-Play" por terem socorrido e salvado a vida do capitão da equipe, Christian Eriksen, quando ele desmaiou durante a partida da Eurocopa contra a Finlândia após sofrer um ataque cardíaco.