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Estado de Minas CARACAS

Igreja católica denuncia crise 'democrática' na Venezuela


13/01/2022 20:07

A Igreja Católica da Venezuela denunciou nesta quinta-feira (13) que o governo do presidente Nicolás Maduro coloca "de lado" os pobres em favor de "elites reduzidas e grupos que assumem um poder populista e autocrático".

A Conferência Episcopal da Venezuela, crítica assídua do chavismo, identificou a "grave crise global e democrática" em assembleia ordinária.

"O ser humano com sua dignidade, principalmente o pobre, é posto de lado pelo regime político, para dar relevância a um sistema ideológico exclusivo", acusou o órgão em documento lido durante a assembleia.

O episcopado indicou que o povo está sendo substituído por "elites reduzidas e grupos que assumem um poder populista e autocrático, com controle de todos os poderes públicos e militares".

A Igreja venezuelana, que no passado acusou o governo de querer manter o poder "a todo custo", estava preocupada com o que descreveu como realidades "escandalosas": o "desmantelamento" das instituições e empresas estatais e a pobreza da "grande maioria" da população (mais de 90% de acordo com um estudo universitário).

Também se referiu à "emigração forçada" de quase 6 milhões de venezuelanos que deixaram seu país devido à crise, segundo a Agência da ONU para Refugiados (Acnur).

A esta situação, a Igreja somou os danos "psicológicos, morais e espirituais" vividos pela população, o que considerou um drama no país.

Os bispos venezuelanos têm sido, nos últimos anos, uma voz crítica do governo e, ao mesmo tempo, o exortaram a sentar e dialogar com os demais setores políticos para resolver os problemas do país.


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