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Estado de Minas LONDRES

Veja as supostas festas ilegais que ameaçam legitimidade de Boris Johnson


12/01/2022 11:38

Uma festa de Natal, uma confraternização de despedida, vinho e queijo ao sol... o governo de Boris Johnson é acusado de celebrar uma dezena de festas em pleno confinamento, enquanto obrigava os britânicos a reduzirem drasticamente seus contatos pessoais devido ao coronavírus.

- 15 de maio de 2020 -

Uma foto publicada pela imprensa mostra o primeiro-ministro, sua agora esposa (então noiva), Carrie, e colaboradores do governo saboreando queijos e vinhos no jardim de Downing Street.

O país estava em meio ao primeiro confinamento, e os encontros sociais estavam proibidos. Johnson alegou que se tratava de "pessoas no trabalho, falando de trabalho".

- 20 de maio de 2020 -

Cerca de 100 pessoas são convidadas, por um e-mail enviado pelo secretário particular do primeiro-ministro, Martin Reynolds, para "aproveitar o bom tempo", tomando algumas bebidas "com distanciamento social" nos jardins da residência oficial.

Naquele momento, os britânicos podiam se encontrar apenas com uma pessoa, ao ar livre e em um local público.

Estima-se que 40 pessoas compareceram, entre elas Boris Johnson e Carrie.

- 13 de novembro de 2020 -

A imprensa fala de uma festa com colaboradores na residência oficial de Johnson. O dirigente alega que "as normas foram cumpridas o tempo todo". Nesse momento, o Reino Unido estava em seu segundo confinamento.

- 27 de novembro de 2020 -

Testemunhas anônimas citadas pela imprensa afirmam que, apesar do confinamento, aconteceu uma festa de despedida para uma funcionária de Downing Street. Nela, o primeiro-ministro teria, inclusive, discursado. O encontro teria reunido cerca de 50 pessoas em uma sala.

- 10 de dezembro de 2020 -

O Ministério da Educação confirmou que, em 10 de dezembro, celebrou uma festa, na qual cerca de 20 pessoas se reuniram para tomar "bebidas e canapés". Depois do fim do segundo confinamento na Inglaterra, Londres ainda aplicava restrições que proibiam pessoas de casas diferentes de se reunirem em espaços fechados.

- 14 de dezembro de 2020 -

Após a publicação de uma foto na imprensa, o Partido Conservador admitiu a celebração de uma festa não autorizada em sua sede de Londres, organizada pela equipe do então candidato à prefeitura de Londres, Shaun Bailey. A partir de então, ele renunciou como presidente da comissão de polícia e crime da prefeitura de Londres.

- 15 de dezembro de 2020 -

O jornal Sunday Mirror publica uma foto do primeiro-ministro, ao lado de dois assessores, participando de um concurso de perguntas online. Downing Street admitiu que o dirigente participou "brevemente" do ato, destacando que era virtual.

- 16 de dezembro de 2020 -

O Ministério de Transportes pediu desculpas por uma festa de Natal "inadequada" celebrada em seus escritórios.

- 18 de dezembro de 2020 -

Uma colaboradora próxima de Johnson renunciou ao cargo, após brincar em um vídeo que viralizou sobre uma festa de Natal à qual teriam comparecido cerca de 40 pessoas nesse dia, em Downing Street.

O primeiro-ministro disse que estava "furioso" e que, desde que o assunto começou, foi "garantido repetidamente" que "não aconteceu nenhuma festa" e que "nenhuma regra" foi violada.

- Outras infrações dos confinamentos -

Dominic Cummings, o superinfluente ex-assessor de Johnson e cérebro da vitoriosa campanha do Brexit, admitiu na primavera de 2020 (outono no Brasil) que infringiu as normas ao viajar com sua família em pleno confinamento, o que estava proibido.

Em junho do ano passado, o então ministro da Saúde, Matt Hancock, renunciou por desobedecer as regras ao manter relações físicas com uma colaboradora.


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