Em um comunicado, a embaixada afegã em Roma afirmou que um diplomata designado pelo governo anterior, recentemente destituído, entrou na embaixada alegando que havia sido designado para o cargo de embaixador pelos talibãs.
"Agrediu o embaixador, que se defendeu e chamou a polícia italiana", disse o comunicado.
A polícia precisou levar o agressor até a porta de saída da legação.
Muitas embaixadas afegãs estão em uma situação complexa, com funcionários leais ao governo pró-ocidente derrubado pelos talibãs em agosto.
Os talibãs não nomearam novos embaixadores na maioria de suas representações, já que seu governo não foi reconhecido por nenhum país.
Segundo o comunicado da embaixada, o diplomata demitido Mohammad Fahim Kashaf perdeu o emprego pela sua "falta de compromisso com os valores nacionais e os valores da República Islâmica do Afeganistão".
A República Islâmica do Afeganistão é o nome oficial do país reconhecido pela ONU, enquanto o Talibã deu o nome de Emirado Islâmico do Afeganistão.
Segundo uma fonte diplomática entrevistada pela AFP, o agressor mudou de posição ao apoiar os talibãs e por isso foi duramente recriminado por seus ex-colegas.
A polícia de Roma, contatada pela AFP, se limitou a classificar o ocorrido como um "mal-entendido", sem dar maior detalhes.
O ministério das Relações Exteriores afegão em Cabul negou que Kashaf tenha sido designado embaixador, mas também que tenha sido demitido.
Essa situação particular do Afeganistão causou problemas nas Nações Unidas, onde representantes do antigo e do novo governo reivindicam o posto do Afeganistão na organização.
audima