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Estado de Minas WASHINGTON

Biden pede que população não ceda ao pânico diante do avanço da covid nos EUA


27/12/2021 17:58

O presidente americano, Joe Biden, pediu nesta segunda-feira (27) à população que não ceda ao "pânico" diante do forte aumento de casos diários de covid-19 por causa da variante ômicron, que quase bateram um recorde.

"A ômicron é uma forte preocupação, mas não deveria ser motivos de pânico", disse Biden na Casa Branca no início de uma videoconferência com cerca de 20 governadores e assessores sanitários.

A propagação da variante altamente contagiosa, identificada na África do Sul em novembro, não terá o mesmo impacto que a primeira onda de covid-19 há um ano ou da variante delta, avaliou o presidente, devido à campanha maciça de vacinação e à testagem.

"Como tem havido tantas vacinações e reforços, não estamos vendo as hospitalizações aumentarem tanto" como antes, previu Biden, quando 72% da população receberam pelo menos uma dose.

Ele admitiu, no entanto, que alguns hospitais estavam "sobrecarregados, quanto a equipamentos e pessoal" devido a um aumento das hospitalizações, muitas delas de pessoas não vacinadas.

Biden também reconheceu que a quantidade de testes existentes é insuficiente devido ao número de americanos que querem fazer um para passar as festas de Ano Novo em família.

"Ver como foi difícil para algumas pessoas conseguir um teste neste fim de semana mostra que há trabalho a fazer", admitiu, embora tenha destacado que aumentam os locais para exames e o governo federal está distribuindo 500 milhões de testes para fazer em casa.

"Está claro que não é suficiente. Se soubéssemos, teríamos feito mais, mais rápido", acrescentou.

- Vacina obrigatória em Nova York -

Segundo dados divulgados pelo jornal New York Times nesta segunda-feira, o país registrou 214.499 novos casos na véspera, o que equivale a um aumento de 83% em média de 14 dias, e se aproxima do recorde diário de 251.232 casos positivos, alcançado em janeiro de 2021.

O número médio diário de mortes também aumentou levemente em 14 dias (+3%) com 1.328 mortos no país mais enlutado do mundo na pandemia (mais de 800.000 mortos).

Vários estados como Delaware, Havaí, Massachusetts, Nova Jersey e Nova York, assim como o território de Porto Rico, experimentaram um aumento sem precedentes em sete dias, diz o jornal.

Em Nova York, onde as autoridades constataram um aumento no número de crianças hospitalizadas por causa da covid-19, os funcionários de empresas e estabelecimentos comerciais privados da cidade são obrigados a se vacinarem a partir desta segunda-feira.

"É o que temos que fazer em todas as partes", disse o prefeito em fim de mandato Bill de Blasio à MSNBC, para "deixar a covid para trás" em 2022.

Perguntado pela rádio pública NPR, Anthony Fauci, assessor principal da Casa Branca na luta contra a pandemia, espera que o aumento vertiginoso de casos positivos alcance um pico antes de voltar a cair, como ocorreu na África do Sul.

"Talvez devido à saturação, ou seja, que a variante alcançou todos os alvos vulneráveis", como as pessoas não vacinadas, avaliou.

No entanto, a variante ômicron, mais contagiosa do que a delta, parece ser menos perigosa para as pessoas que tomaram pelo menos duas doses da vacina, acrescentou Fauci.

"Esperamos que esta menor gravidade evite um aumento das hospitalizações, mas estamos realmente muito preocupados com os não vacinados, que são vulneráveis", afirmou.

O cientista disse ser contra a uma nova campanha de vacinação para uma quarta dose porque considera que se as vacinas forem muito seguidas, o sistema imunológico não terá tempo para se fortalecer contra o coronavírus.

"Atualmente, tome a dose de reforço (...), não se preocupe com uma quarta. Vamos nos preocupar com isso em breve e talvez nunca tenhamos que nos preocupar com isso", concluiu.


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