As autoridades do estado de Gujarat iniciaram uma investigação para determinar se as Missionárias da Caridade "exigiam das meninas do lar de Vadodara que carregassem uma cruz e lessem a Bíblia", de acordo com a denúncia apresentada por um funcionário do serviço social do distrito.
Gujurat é um dos estados da Índia de maioria hindu - onde nasceu o primeiro-ministro nacionalista Narendra Modi - onde regras pouco claras contra a "conversão forçada" foram adotadas ou aplicadas de forma mais estrita nos últimos anos.
Mayank Trivedi, do serviço social, explicou à AFP que sua denúncia à polícia é baseada em um relatório das autoridades de proteção da infância e de outros funcionários do distrito.
A denúncia afirma que 13 exemplares da Bíblia foram encontrados na biblioteca da instituição e que as jovens alojadas no local eram obrigadas a ler o texto sagrado cristão.
As Missionárias da Caridade, ordem católica fundada em 1950 pela Madre Teresa - uma religiosa católica que viveu e trabalhou na Índia durante a maior parte de sua vida e que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1979 - negaram qualquer conversão forçada.
O texto fundador da ordem religiosa estipula que as missionárias "não impõem sua fé católica a ninguém".
Os ativistas dos direitos humanos estão preocupados com o aumento da discriminação e da violência contra as minorias religiosas desde que Modi assumiu o poder em 2014.
O governo nega qualquer projeto de hegemonia hindu e insiste na igualdade de direitos entre todas as religiões.
No anp passado, no entanto a comissão americana sobre liberdade religiosa internacional incluiu a Índia na lista de "países especialmente preocupantes" pela primeira vez desde 2004.
Os defensores da liberdade religiosa afirmam que registraram mais de 300 incidentes anticristãos este ano.
audima