O desaparecimento dos quatro asháninkas provocou reações de organizações dos direitos humanos e notoriamente da embaixada dos Estados Unidos em Lima, que na terça-feira expressou preocupação pelo crime do importante líder nativo e o destino dos desaparecidos.
Os quatro indígenas foram encontrados com vida na quarta-feira (8) em uma comunidade amazônica remota onde tinham se refugiado, noticiou o jornal "La República" em sua edição digital, citando autoridades da brigada de Segurança Indígena Amazônica.
O grupo foi registrado como desaparecido na semana passada, quando saiu em busca de Lucio Pascual Yumanga, líder da comunidade asháninka La Paz de Pucharine, em Puerto Bermúdez, na região Pasco, no leste do Peru, de quem não tinham notícias desde o final de novembro, quando saiu para caçar.
O líder asháninka apareceu morto em 30 de novembro com marcas de bala em uma área rural remota no distrito de Puerto Bermúdez. Havia um conflito conhecido com narcotraficantes que queriam tomar as terras comunais, segundo organizações indígenas amazônicas.
"Estamos preocupados com as notícias sobre a morte de Lucio Pascual Yumanga, líder Asháninka da comunidade La Paz de Pucharini em Pasco, e o desaparecimento de quatro indígenas. Estendemos nossas condolências à família Pascual Yumanga e condenamos esses atos de violência", tuitou a embaixada dos Estados Unidos na terça-feira.
A comunidade La Paz de Pucharini abriga 30 indígenas que estão em conflito para defender suas terras de invasores que as dedicam ao cultivo de coca alegando que os nativos não possuem títulos de propriedade, segundo o Ministério Público de Puerto Bermúdez.
A Associação Interétnica de Desenvolvimento da Floresta Peruana (AIDESEP), a mais importante organização dos povos indígenas da Amazônia, pediu às autoridades para acharem os responsáveis do crime.
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