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Estado de Minas PARIS

Saudita detido na França pelo assassinato de Khashoggi não é o suspeito procurado pela Turquia


08/12/2021 18:40 - atualizado 08/12/2021 18:43

O saudita detido na terça-feira (7) na França, suspeito de ser um membro do comando envolvido no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi em 2018, não é a pessoa procurada pela Turquia e foi libertado, anunciou o procurador-geral de Paris, Rémy Heitz, nesta quarta-feira (8).

O homem, que foi detido devido a uma ordem de prisão internacional das autoridades judiciais turcas, não corresponde ao suspeito "após verificações profundas sobre a identidade dessa pessoa", disse Rémy Heitz em um comunicado, acrescentando que foi "colocado em liberdade".

O indivíduo "pôde retornar rapidamente ao Reino", disse a embaixada saudita em Paris em um comunicado, especificando que "diplomatas da embaixada" puderam visitá-lo durante sua detenção.

Da mesma forma, a legação indicou que o caso foi devido a "um erro de homonímia". "É um homônimo quase perfeito", disse uma fonte próxima ao caso à AFP.

O homem, que apresentou um passaporte com o nome de Khalid Alotaibi, foi detido pela polícia fronteiriça do aeroporto Roissy Charles-de-Gaulle quando estava prestes a pegar um voo com destino a Riade. O alerta vermelho da Interpol foi acionado nos controles, segundo uma fonte próxima ao caso.

Foi colocado em detenção judicial no marco da ordem de prisão internacional emitida pela Turquia.

As autoridades francesas ordenaram as verificações, mas a embaixada da Arábia Saudita em Paris afirmou na terça-feira à noite que "o cidadão em questão não teve nenhum vínculo" com o assassinato de Jamal Khashoggi e exigiu sua "liberdade imediata".

Uma fonte dos serviços de segurança sauditas afirmou que "o verdadeiro Khalid Alotaibi e todos os outros acusados neste caso estavam presos no reino" saudita.

"Há centenas de sauditas com este nome", destacou.

Crítico ao poder saudita, Jamal Khashoggi, residente dos Estados Unidos e colaborador do jornal Washington Post, foi assassinado em 2 de outubro de 2018 no consulado saudita em Istambul por uma equipe de agentes procedentes da Arábia Saudita. Seu corpo, desmembrado, nunca foi encontrado.


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