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Estado de Minas INTERNACIONAL

Candidato de extrema direita à presidência da França faz primeiro comício


05/12/2021 15:19

Eric Zemmour, representante da extrema direita na França, realizou neste domingo, 5, no subúrbio de Paris, seu primeiro comício de campanha, poucos dias após declarar formalmente sua candidatura para a eleição presidencial de abril.

O comício, que inicialmente aconteceria em uma sala de concertos de Paris, foi transferido para um centro de exposições maior no norte da capital francesa, por razões de segurança. Também neste domingo, mais de 50 organizações realizaram um protesto contra Zemmour no bairro popular de Barbes, reunindo partidos políticos de extrema esquerda, sindicatos e grupos antirracistas. A polícia temia possíveis confrontos com os partidários de extrema direita de Zemmour.

No vídeo em que anunciou que concorrerá à Presidência, Zemmour, de 63 anos, fez comentários anti-imigrantes e anti-islâmicos. O candidato tem diversas condenações por discurso de ódio. O slogan de sua campanha é "Impossível não é (palavra do) francês", uma citação atribuída a Napoleão.

O ex-comentarista de TV ganhou força na cena política da França nos últimos meses, atraindo apoiadores da líder de extrema direita do Partido Nacional, Marine Le Pen, que há muito diz que concorrerá à presidência no ano que vem. A primeira manifestação de Zemmour ocorre um dia depois de o principal partido republicano conservador do país ter escolhido Valerie Pecresse como candidata presidencial. Valerie é chefe da região de Paris e foi ministra de 2007 a 2012.

O presidente francês Emmanuel Macron, que derrotou Le Pen no segundo turno presidencial de 2017, deve buscar um segundo mandato, mas ainda não declarou sua candidatura. O líder de extrema esquerda do partido França Rebelde, Jean-Luc Melenchon, busca a presidência pela terceira vez e também fez uma manifestação no domingo, reunindo vários milhares de apoiadores em Paris. Outros candidatos presidenciais de esquerda incluem a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, pelo Partido Socialista, e Yannick Jadot, ex-ativista do Greenpeace, pelos Verdes.


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