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Estado de Minas PARIS

Direita francesa escolhe representante de Paris para enfrentar Macron em presidenciais


04/12/2021 16:18 - atualizado 04/12/2021 16:19

O partido conservador francês Os Republicanos elegeu neste sábado(4) a candidata que enfrentará o presidente Emmanuel Macron nas eleições presidenciais do próximo ano, optando pela líder moderada Valerie Pécresse, representante da ala social-liberal que pode ter maior influência na campanha.

Seus membros organizaram um congresso online no qual Pécresse obteve 60,95% dos votos, ante 39,05% do deputado Eric Ciotti, político mais inclinado à direita.

Pecresse - que é a presidente da região onde fica Paris - será a primeira mulher a representar este partido em uma eleição presidencial.

Após esta nomeação, ela tem a difícil missão de conduzir a direita à vitória, após essa formação ter sido eliminada no primeiro turno nas eleições de 2017.

Este partido, herdeiro do gaullismo, foi protagonista durante quase 60 anos da vida política francesa, constituindo a formação que mais liderou os governos.

A eliminação no primeiro turno em 2017 também ocorreu cinco anos depois que o presidente em fim de mandato Nicolas Sarkozy perdeu a reeleição para o socialista François Hollande.

"Com isso, estamos dando o primeiro passo que nos levará à vitória", disse o presidente do partido, Christian Jacob, neste sábado.

Pécresse agradeceu a "audácia" de ter sido escolhida como a primeira candidata mulher da direita conservadora e disse: "Vou mostrar que mereço isso".

Quatro meses depois do início do primeiro turno, as pesquisas colocam o candidato deste partido, independentemente de quem foi eleito no sábado, atrás do presidente Macron e da líder de extrema direita Marine Le Pen.

- "A direita está de volta" -

O partido de Pécresse não avançou para o segundo turno em 2017, após uma investigação de corrupção de seu candidato François Fillon.

No entanto, grande parte da sua legitimidade reside na sua qualidade de herdeiro das presidências de Sarkozy (2007-2012) e Jacques Chirac (1995-2007), bem como de De Gaulle.

"A direita republicana está de volta. Ela lutará com vontade implacável. A França não pode esperar mais", disse Pécresse, prometendo tornar a França "respeitada no mundo".

Definindo o tom para uma campanha focada em questões como segurança e imigração, acrescentou: "Eu entendo a raiva de um povo que se sente impotente diante da violência, do separatismo islâmico e da imigração descontrolada".

Com o anúncio de Pécresse, os candidatos às eleições de abril de 2022 estão praticamente definidos.

Macron ainda não confirmou se será candidato, mas deve concorrer à reeleição.

Candidatos de uma esquerda altamente dividida, de acordo com as pesquisas atuais, dificilmente poderiam passar para o segundo turno da eleição presidencial francesa, que conta com os dois candidatos mais votados no primeiro turno.


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