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Estado de Minas NOVA YORK

Petróleo tem novo dia conturbado; Fed acentua efeito ômicron


30/11/2021 21:06

Os preços do petróleo voltaram a despencar nesta terça-feira (30) após uma leve recuperação na véspera, afetados novamente pela variante ômicron do coronavírus e por declarações do presidente do Fed, Jerome Powell.

Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em janeiro recuou 3,90% a 70,57 dólares. Mas o contrato para fevereiro, o mais negociado, fechou em queda maior, de 5,44% a 69,23 dólares.

Em Nova York, o barril de West Texas Intermediate (WTI) para janeiro perdeu 5,38% a 66,18 dólares.

Desde o anúncio, na sexta-feira, da descoberta de uma nova variante do coronavírus, o petróleo cru navega em função das novidades sobre a mutação.

Na terça-feira, o mercado recebeu como um golpe as declarações ao Financial Times do diretor-geral do laboratório Moderna, Stéphane Bancel, que espera uma queda "significativa" da eficácia das vacinas existentes com a nova variante.

Para Louise Dickson, da Rystad Energy, o movimento ilustra "o peso para os mercados de energia de qualquer anúncio sobre uma vacina".

O mercado se manteve de qualquer forma em certo nível de equilíbrio até desabar após as declarações do presidente do banco central americano, Jerome Powell, explicou Phil Flynn, da Price Futures Group.

Os aumentos dos preços nos Estados Unidos podem durar mais do que o previsto, segundo Powell, que alertou nesta terça-feira para a ameaça de uma "inflação alta e persistente" no país.

Durante meses, o titular do Fed (banco central americano) qualificou de "transitória" a inflação alta, argumentando gargalos na cadeia de abastecimento e a escassez de bens e trabalhadores. No entanto, disse nesta terça-feira perante a Comissão Bancária do Senado que é hora de "retirar" este termo.

"Claramente, o risco de uma inflação mais persistente aumentou", disse Poweel aos legisladores.

O Fed já começou a retirar suas medidas de estímulo adotadas para mitigar o impacto da pandemia na economia, mas Powell, a quem o presidente Joe Biden nomeou na semana passada para um segundo mandato à frente do banco central, havia pregado anteriormente paciência em relação a elevar as taxas de juros, argumentando que os problemas de abastecimento seriam resolvidos nos próximos meses.

No entanto, nesta audiência sugeriu que seria possível acelerar o ritmo da retirada das compras mensais de ativos que o organismo realiza. Isso significaria que o Fed estaria em condições de elevar antes do esperado a taxa de juros de referência.

O tom surpreendeu, já que está na contramão da atmosfera geral de temor de uma nova paralisação da economia por causa da ômicron, o que seria aprofundado por um ajuste de taxas.

O dólar subiu e isso encareceu ainda mais o petróleo.

"Foi de alguma forma o acúmulo perfeito de circunstâncias para fazer os preços caírem", resumiu Phil Flynn.

Embora tenham se recuperado em parte ao final do dia, não há "muito suporte" técnico para evitar que caiam mais ainda, segundo o analsita.


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