Na Câmara, a disposição foi aprovada com 80 votos a favor, 53 contra e 6 abstenções, enquanto no Senado recebeu 16 votos a favor, 14 contra e uma abstenção. Assim, a medida permanecerá vigente por mais 15 dias, a partir de 26 de novembro.
O estado de emergência, iniciado em 12 de outubro, permite manter a presença militar em Cautín, Malleco, Biobío e Arauco.
A prorrogação desta quarta-feira já é a terceira, em meio ao aumento dos incêndios criminosos na área, onde estão concentradas as comunidades indígenas Mapuche.
"Este estado de exceção não é contra um povo específico, é justamente contra aquelas coisas que incomodam e ferem profundamente o Chile em todas as regiões do país: crime organizado, uso de armas, drogas, narcotráfico, roubo de veículos e madeira", afirmou o ministro do Interior, Rodrigo Delgado.
Piñera anunciou a militarização dessas regiões em 12 de outubro e já a estendeu uma vez por 15 dias. A nova prorrogação teve de ser solicitada ao Congresso.
A medida foi adotada em meio a um conflito histórico entre o povo mapuche, maior etnia chilena, e o Estado. Os indígenas reivindicam terras que consideram suas por direito ancestral e que foram entregues a terceiros, principalmente empresas florestais e fazendeiros.
A violência se intensificou na região na última década devido à falta de uma solução para o conflito, com ataques incendiários a propriedades privadas e caminhões. Os confrontos também trouxeram à luz a presença do tráfico de drogas e de organizações de autodefesa, assim como operações policiais denunciadas pelos indígenas como armadas.
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