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Estado de Minas WASHINGTON

Julgamento pela morte de jovem negro nos EUA: júri inicia deliberações


23/11/2021 17:41

Após mais de um mês de julgamento, um júri na Geórgia retirou-se nesta terça-feira (23) para deliberar sobre o destino de três americanos brancos acusados do assassinato do jovem negro Ahmaud Arbery, um drama que alimentou os principais protestos antirracistas de 2020 nos Estados Unidos.

Doze cidadãos, incluindo um único homem negro, terão que decidir sobre a culpa de Travis McMichael, de 35 anos, seu pai Gregory, de 65, e seu vizinho William Bryan, de 52, que enfrentam nove acusações, incluindo homicídio, agressão e prisão arbitrária.

Em 23 de fevereiro de 2020, Arbery, de 25 anos, estava correndo por um bairro nobre de Brunswick quando duas caminhonetes começaram a persegui-lo. Em uma estavam Gregory e Travis McMichael, armados, e na outra, Bryan.

Depois de cinco minutos de perseguição, Travis McMichael atirou nele.

Um vídeo do tiroteio, tornado público quase três meses depois, escandalizou os Estados Unidos e Ahmaud Arbery se tornou um ícone do movimento Black Lives Matter.

Presos após a divulgação dessas imagens, os acusados disseram suspeitar que Arbery era um ladrão que estava roubando em seu bairro e invocaram uma lei em vigor na Geórgia que permite que cidadãos comuns façam prisões.

Também alegaram ter agido legítima defesa, acusando Arbery de ter reagido de forma agressiva.

O jovem "não é uma vítima: ele morreu (...) porque escolheu brigar", disse a advogada de Gregory McMichael, Laura Hogue, em suas alegações finais na segunda-feira.

Por seu lado, a procuradora Linda Dunikoski disse que difamar a vítima era uma linha de defesa "clássica" mas "insultuosa".

Dirigindo-se ao júri, cuja falta de diversidade foi fortemente criticada, destacou que não se trata de "ter uma opinião", mas de "responsabilizar as pessoas pelos seus atos".

"Não se pode invocar a legítima defesa quando se é o agressor inicial", reiterou.

Os membros do júri devem proferir a sua decisão por unanimidade. Se apenas um deles não concordar, a sentença será declarada nula e sem efeito.

O veredicto levanta certa apreensão nos Estados Unidos, onde há temores de distúrbios se os três homens não forem considerados culpados.


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