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Estado de Minas WASHINGTON

Vítima de caso notório nos EUA foi 'atacado' enquanto corria 'por ser negro', diz promotora


22/11/2021 17:39

Os três homens brancos em julgamento na Geórgia pela morte de Ahmaud Arbery o perseguiram e o atacaram porque ele era um "homem negro correndo na rua", disse a promotora principal neste caso emblemático em suas alegações finais nesta segunda-feira (22).

Gregory McMichael, um policial aposentado de 65 anos, seu filho Travis, de 35, e seu vizinho William "Roddie" Bryan, de 52, respondem a acusações - incluindo homicídio - por atirar em Arbery em fevereiro de 2020.

Um vídeo do tiroteio na cidade de Brunswick, Geórgia, contra Arbery, 25 anos, que estava desarmado, viralizou nas redes sociais e alimentou protestos contra o racismo que surgiram após a morte do afro-americano George Floyd por um policial branco em Minneapolis.

Os acusados disseram suspeitar que Arbery era um ladrão que estava roubando em seu bairro e invocaram uma lei em vigor naquele estado do sudeste dos Estados Unidos que permite que cidadãos comuns façam prisões.

A promotora Linda Dunikoski disse que eles não tinham motivo para deter Arbery. "Nenhum dos acusados viu o Sr. Arbery cometer qualquer crime naquele dia", disse ela. "Eles presumiram que ele poderia ter cometido um crime".

Os McMichael e Bryans "tomaram a decisão de atacar Ahmaud Arbery na estrada porque ele era um homem negro correndo na rua", disse ela.

Arbery foi perseguido pelos homens em seus veículos por cinco minutos até ser "pego como um rato", disse Dunikoski, usando uma descrição que Gregory McMichael deu à polícia.

O júri assistiu a um vídeo dos McMichaels seguindo o jovem e Bryan os perseguindo em seu veículo enquanto gravava com seu telefone celular.

A certa altura, Arbery tenta desviar o carro dos McMichaels e Travis McMichael, que havia saído do veículo, atira nele. Já ferido, o jovem luta com seu agressor antes de levar um segundo tiro.

A promotora disse que tudo o que Arbery fez foi fugir daqueles que o perseguiam. "Ele estava sendo atacado" e "fugiu deles por cinco minutos", sem nem mesmo ameaçá-los.

"Eles não podem argumentar legítima defesa", disse ela.

As alegações finais deste caso são apresentadas apenas alguns dias após a absolvição de Kyle Rittenhouse em outro julgamento de grande repercussão.

Rittenhouse, de 18 anos, matou dois homens em protestos contra o racismo e a violência policial no Wisconsin no ano passado.

Ele alegou ter agido em legítima defesa e foi absolvido de todas as acusações na sexta-feira.


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