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Estado de Minas NOVA YORK

Dois iranianos são acusados de interferência nas eleições dos EUA


19/11/2021 07:36

Dois iranianos foram acusados nos Estados Unidos, na quinta-feira (18), de organizarem uma operação de desinformação e tentarem influenciar as eleições presidenciais de novembro de 2020 - anunciou o Departamento de Justiça.

O Irã rejeita as acusações.

Mohamed Hosein Mousa Kazemi, de 24 anos, e Sajad Kashian, de 27, participaram "de uma campanha dirigida e coordenada para minar a confiança no sistema eleitoral americano e semear a discórdia" na população, declarou o procurador adjunto encarregado da segurança nacional, Matthew Olsen, em um comunicado.

A campanha começou em setembro e durou até o dia seguinte das eleições de 3 de novembro, segundo a acusação.

Os dois "hackers" iranianos teriam obtido informação confidencial sobre aproximadamente 100.000 eleitores em um estado americano.

Fazendo-se passar por membros do grupo de extrema direita Proud Boys, eles teriam divulgado no Facebook, assim como em e-mails para funcionários republicanos e para a imprensa, mensagens falsas acompanhadas de um vídeo sobre uma suposta fraude eleitoral.

No dia 4 de novembro, teriam tentado interferir no sistema informático de um veículo de comunicação americano não identificado para continuar sua campanha de desinformação.

Mohammad Hossein Moussa Kazemi pode ser condenado a 26 anos de prisão, e Sajjad Kashian, a 11 anos.

Em um comunicado, o Irã reagiu, dizendo que "tais acusações dirigidas pelo governo dos Estados Unidos, que, por sua vez, tem uma longa história de intromissão nos assuntos de outros países de diferentes formas, são infundadas".

Segundo o porta-voz do Ministério iraniano das Relações Exteriores, Saeed Khatibzadeh, estas ações têm como objetivo "enganar a opinião pública (americana)".

Em março, um relatório da Direção Nacional de Inteligência afirmou que o Irã organizou uma campanha clandestina para enfraquecer as chances de reeleição do presidente Donald Trump.

Apresentados como "hackers experientes", Mohammad Hossein Moussa Kazemi e Sajjad Kashian trabalharam para a empresa iraniana de cibersegurança Eeleyanet Gostar, depois renomeada como Emennet Pasargad.

Ainda de acordo com as autoridades americanas, eles trabalharam para várias agências do governo iraniano, incluindo o Conselho de Guardiães da Constituição.


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