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Estado de Minas BERLIM

Alemanha adotará restrições aos não vacinados contra covid-19


18/11/2021 16:44

A Alemanha vai generalizar as restrições específicas para as pessoas não vacinadas, como a proibição de acesso a determinados lugares públicos, para combater um novo surto de covid-19, anunciou nesta quinta-feira (18) a chanceler Angela Merkel, após uma reunião urgente.

"Precisamos interromper rapidamente o aumento exponencial" de novas infecções e da ocupação de leitos em unidades de cuidados intensivos, declarou Merkel após a reunião de crise com os chefes de governo regionais, que têm competência em matéria sanitária.

Nas últimas 24 horas, foram registrados 65.371 novos casos de covid-19 no país, segundo o instituto de vigilância sanitária Robert Koch, um aumento inédito desde o início da pandemia.

A chamada norma "2G", que permite que apenas os vacinados ("geimpfte", em alemão) e os curados ("genesene") acessem lugares públicos, como restaurantes e casas de espetáculos, será aplicado quando o limite de hospitalização superar três pacientes de covid para cada 100.000 habitantes, o que já está ocorrendo na maioria dos estados-federados do país.

De acordo com essa regra, a apresentação de um teste negativo não será suficiente se a pessoa não estiver vacinada. Na capital Berlim, a medida já estava sendo aplicada e agora será ampliada para todo o país.

Quando o nível de hospitalizações superar o valor de seis, os vacinados e curados de covid deverão, além de apresentar o certificado, contar com um teste negativo para terem acesso a uma lista de estabelecimentos. Também não está descartado o fechamento do comércio e dos bares e restaurantes.

Por outro lado, as escolas continuarão abertas, mas os alunos deverão se submeter a testes de vez em quando.

Além disso, as autoridades instaram a população a trabalhar de casa sempre que for possível. Para utilizar o transporte público e entrar no local de trabalho também será requisitado o passaporte sanitário.

As autoridades também decidiram que a vacinação será obrigatória para funcionários de hospitais e casas de repouso para idosos, uma medida que o governo vinha se recusando a adotar até agora. O calendário de aplicação da mesma, no entanto, ainda não está claro.


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