Jornal Estado de Minas

LONDRES

Deputados pressionam premiê britânico por acusação de favoritismo

Aumentou, nesta segunda-feira (8), a pressão sobre o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, para que compareça à Câmara dos Comuns pelas cada vez mais numerosas acusações de favoritismo contra seu governo conservador.



Na tarde de hoje, foi organizado um debate urgente nesta Casa sobre as regras de conduta que demarcam o trabalho dos parlamentares, após as acusações que circulam há dias contra o governo. Não está prevista a participação de Boris Johnson.

O líder da oposição trabalhista, Keir Starmer, solicitou, no entanto, que o chefe do governo apresentasse pessoalmente suas desculpas.

"Ele tem que participar desse debate, responder por seus erros, pedir desculpas ao país e tomar medidas para reparar os danos causados", convocou.

Na semana passada, Johnson causou indignação ao dar seu apoio a uma reforma das regras parlamentares para evitar a imposição de sanções a um deputado conservador. Este político está no olho do furacão por suas atividades de lobby.

O objetivo da iniciativa era permitir que qualquer deputado acusado se defendesse e recorresse, ao mesmo tempo que evitaria que o membro do Partido Conservador Owen Paterson fosse suspenso do Parlamento.

A medida deflagrou um escândalo político, e o primeiro-ministro teve de recuar.

"O país ainda não ouviu uma palavra de arrependimento sobre suas tentativas (de Johnson) de criar uma norma para ele e seus amigos, e outra, para o resto. Tem que vir à Câmara e se desculpar", disse à rede BBC a deputada liberal-democrata Wendy Chamberlain, uma ex-policial que propôs o debate.

audima