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Estado de Minas TÓQUIO

Japão vai às urnas enquanto partido no poder busca novo começo


30/10/2021 21:43

Começaram neste domingo (sábado, 30, em Brasília) as eleições gerais do Japão, em que o primeiro-ministro Fumio Kishida espera conquistar um público fatigado pela pandemia com promessas de gastos, enquanto os conservadores, há muito no poder, buscam um novo começo.

Kishida se tornou líder do Partido Liberal Democrata (PLD) há um mês, depois que Yoshihide Suga renunciou ao cargo após apenas um ano, em parte devido ao descontentamento público com sua resposta à crise da covid-19.

Após uma onda recorde de infecções que obrigou a realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio a portas fechadas, os casos despencaram e a maioria das restrições foi suspensa.

Embora isso possa aliviar a frustração de alguns eleitores, o PLD - que governa quase continuamente desde 1950 - provavelmente perderá assentos e poderá ter problemas para manter sua maioria e seu comando, apontam analistas.

Kishida, de 64 anos, prometeu criar um novo pacote de estímulo de dezenas de trilhões de ienes para conter o impacto da pandemia na terceira maior economia do mundo.

Ele também delineou planos para distribuir a riqueza de forma mais justa sob o chamado "novo capitalismo", embora os detalhes até agora permaneçam vagos.

Porém, os 106 milhões de eleitores do Japão não parecem muito "entusiasmados com o novo primeiro-ministro", segundo Stefan Angrick, economista da Moody's Analytics.

"Kishida enfrenta ventos contrários por avaliações fracas e uma oposição mais coordenada, mas a melhoria da situação da covid-19 e as perspectivas econômicas são fatores a seu favor."

Em todo o Japão, 1.051 candidatos concorrem nas eleições para a câmara baixa do Parlamento.

Nas últimas décadas, os votos contra o PLD foram divididos entre vários grandes partidos da oposição, mas desta vez cinco partidos rivais decidiram cooperar em uma tentativa de diminuir seu domínio.

- Risco de "porta giratória" -

Kishida teve índices de aprovação em torno de 50%, os mais baixos em duas décadas para um novo governo no Japão.

Ele estabeleceu uma meta confortável de ganhar 233 das 465 cadeiras da câmara baixa, considerando sua coalizão. No entanto, tal resultado seria visto como um revés para o PLD, que anteriormente detinha 276 assentos sozinho.

Mesmo se o partido vencer, um desempenho ruim pode levar a perdas na votação para a câmara alta no próximo verão, arriscando um retorno ao histórico japonês de "porta giratória" de premiês, alertam analistas.

Se Kishida "levar o partido à perda de assentos, um relógio começa a contar na mente de seus rivais", disse Cucek.

Além de prometer combater a pandemia e trabalhar para impulsionar a classe média, o PLD indicou que terá como objetivo aumentar os gastos com defesa para conter as ameaças da China e da Coréia do Norte.

Enquanto isso, alguns partidos de oposição enfatizaram seu apoio a questões sociais das quais Kishida até agora se distanciou, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo e permitir que casais tenham sobrenomes diferentes.

MOODY'S CORP.


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