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Estado de Minas NOVA YORK

Ex-comandante da polícia mexicana se declara culpado de tráfico de drogas nos EUA


19/10/2021 17:47

O ex-comandante da Unidade de Investigação Sensível da polícia federal Mexicana e um dos principais contatos da DEA no México, Iván Reyes Arzate, se declarou culpado de conspiração para tráfico de cocaína, anunciou um tribunal do Brooklyn nesta terça-feira (19).

Reyes Arzate recebeu pelo menos 290 mil dólares, de acordo com as autoridades judiciais americanas, em troca de informar sobre a situação das investigações ao grupo de narcotráfico El Seguimiento 39, associada ao cartel de Sinaloa e outras gangues do tráfico no México, para encaminhar cocaína para os Estados Unidos.

"Reyes Arzate fechou os olhos aos traficantes de drogas, permitindo que operassem impunemente, quando era chefe da polícia federal do México", disse Ray Donovan, agente da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), no julgamento, de acordo com uma declaração do tribunal.

"Ao aceitar milhares de dólares em propina em troca de informações sobre as investigações do cartel El Seguimiento 39, Arzate formou uma aliança lamentável com traficantes de drogas e traiu não só o povo do México, que jurou proteger, mas também colocou perigo para seus colegas", disse o promotor Breon Peace.

O ex-policial trabalhou de 2003 a 2016 na Unidade de Investigação Sensível (UIS). Em 2008, foi nomeado chefe da unidade e o contato principal para compartilhar informações com a equipe dos Estados Unidos.

Por volta de novembro de 2016, quando participava de uma investigação conjunta do cartel com a polícia dos Estados Unidos, Reyes Arzate se reuniu com os chefes do El Seguimiento 39 para transmitir informações sobre os detalhes da investigação que estava sendo realizada, em troca de 290.000 dólares, segundo o tribunal.

Reyes Arzate pode pegar um mínimo de cinco anos de prisão e um máximo de 40 anos.

Arzate se entregou em 2018 em Chicago, após ser acusado de vazar informações confidenciais para cartéis de drogas mexicanos. Ele foi condenado a 40 meses de prisão.

De acordo com o Departamento Prisional dos Estados Unidos, ele seria libertado em 27 de janeiro para ser deportado para o México, mas um júri de Nova York decidiu, em janeiro de 2020, acusá-lo de conspiração para traficar drogas para os Estados Unidos.


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