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Estado de Minas ROMA

Descoberta de esqueleto pode trazer novos detalhes sobre erupção do Vesúvio


16/10/2021 00:33

Um esqueleto descoberto na antiga cidade romana de Herculano, destruída como a vizinha Pompeia pela erupção do vulcão do monte Vesúvio há 2.000 anos, pode oferecer novas informações sobre o histórico desastre, declarou nesta sexta-feira (15) um especialista italiano.

Os restos, supostamente de um homem de 40-45 anos, foram encontrados sob metros de rocha vulcânica, quase onde a linha do mar de Herculano estava antes da explosão do Vesúvio em 79 D.C.

O cadáver estava de cabeça para baixo, virado para o chão e provavelmente viu a morte à sua frente, surpreso com a lava derretida que soterrou a cidade, analisou o diretor do parque arqueológico de Herculano à agência italiana ANSA.

"Pode ter sido um socorrista", sugeriu Francesco Sirano.

Quando o Vesúvio entrou em erupção, uma frota naval comandada pelo escritor e militar Plínio, o Velho, veio em seu socorro. Embora ele tenha morrido na costa, acredita-se que os marinheiros conseguiram evacuar centenas de sobreviventes.

O esqueleto também pode pertencer a "um dos fugitivos" tentando alcançar os barcos de resgate. "Ele pode ter sido o último azarado de um grupo que conseguiu escapar", disse Sirano.

O esqueleto estava coberto de restos de madeira carbonizados, incluindo uma viga que poderia ter atingido sua cabeça. Seus ossos eram de um vermelho brilhante, provavelmente marcas de sangue de quando a vítima foi absorvida pela lava.

Os arqueólogos também encontraram restos de tecidos e objetos de metal, talvez objetos pessoais como uma bolsa, ferramentas de trabalho, uma arma ou moedas, especulou o diretor do parque arqueológico.

Outros restos humanos foram encontrados nas últimas décadas naquela área, incluindo um crânio que alguns atribuem a Plínio, mas esta última descoberta pode ser investigada com técnicas mais modernas.

"Hoje temos a possibilidade de entender mais", disse Sirano.

Os pesquisadores acreditam que as temperaturas em Herculano chegaram a 500 graus, o suficiente para vaporizar os tecidos moles. Em um fenômeno ainda não bem compreendido, as temperaturas despencaram, permitindo que os restos mortais fossem mantidos em boas condições.

Menor e menos conhecida do que Pompeia, Herculano era uma cidade mais rica e com arquitetura mais requintada.


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