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Estado de Minas ARGEL

Argélia exige da França "total respeito ao Estado argelino"


10/10/2021 20:43 - atualizado 10/10/2021 21:01

O eventual regresso do embaixador argelino à França, convocado para consultas após algumas declarações polêmicas do presidente francês, Emmanuel Macron, depende "do total respeito pelo Estado argelino" por parte das autoridades francesas, afirmou o presidente do país do Norte de África.

O retorno do embaixador a Paris, de cuja embaixada deixou no início de outubro, exige "um respeito pela Argélia, um respeito total pelo Estado argelino. Não esquecemos que fomos uma colônia francesa (...). A História não deve ser falsificada", declarou o presidente Abdelmadjid Tebboune, nas suas primeiras declarações sobre esta crise diplomática entre Paris e Argel.

"Não podemos agir como se nada tivesse acontecido", continuou, referindo-se à colonização francesa da Argélia.

Macron indignou as autoridades argelinas ao afirmar, segundo o diário francês Le Monde, que o "sistema político-militar" argelino promovia um "aluguel memorial" para explicar ao seu povo "uma História oficial" que "não se baseia na verdade."

Argel decidiu convocar seu embaixador para consultas em 2 de outubro e proibiu o acesso ao espaço aéreo argelino a aeronaves militares francesas participantes da operação Barkhane no Sahel, no Norte da África.

O presidente argelino também protestou contra a redução de vistos para seus compatriotas na França, lembrando que Paris não deve tratar a Argélia como faz com a Tunísia e Marrocos nesta matéria.

"A redução de vistos é uma questão que depende da soberania de todos os Estados e inclui, para a Argélia, a condição de respeitar os acordos de Evian", disse.

Sob estes acordos, os argelinos beneficiam de um regime que facilita a sua entrada na França, concede-lhes liberdade de estabelecimento como comerciante ou independente e acesso rápido a uma autorização de permanência de 10 anos.


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