Jornal Estado de Minas

TAIPÉ

Novo recorde de invasão de aeronaves chinesas na zona de defesa aérea de Taiwan

Taiwan anunciou que 56 aviões da força aérea chinesa entraram em sua zona de defesa aérea nesta segunda-feira (4), um novo recorde, um dia depois de os Estados Unidos criticarem as "provocações militares" de Pequim na região.



O Ministério da Defesa taiwanês disse que enviou aviões para alertar depois que 36 caças, 12 bombardeiros H-6 com capacidade nuclear e quatro outros aviões entraram na Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) de Taiwan.

Mais tarde, naquela noite, outros quatro aviões invadiram o espaço.

Pequim considera que a ilha, de 23 milhões de habitantes, pertence ao seu território e ameaça conquistá-la, se necessário, à força.

Desde que Xi Jinping assumiu o comando do gigante asiático em 2012, aviões militares chineses invadiram esta zona de defesa aérea quase que diariamente.

Na sexta-feira, Dia Nacional da China, 38 aeronaves militares entraram na área. No sábado, 39 aeronaves entraram, de acordo com o Ministério da Defesa de Taiwan.

No dia seguinte, por meio de nota do Departamento de Estado, os Estados Unidos expressaram sua preocupação com essas atividades militares "provocativas" e "desestabilizadoras" para a região.

"Instamos Pequim a cessar a pressão militar, diplomática e econômica e a coerção sobre Taiwan", acrescentou.

Em 2020, 380 aeronaves da força aérea chinesa foram localizadas no ADIZ. Neste ano, já são mais de 600.

audima