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Estado de Minas COREIA DO NORTE

Coreia do Norte testa míssil antes da reunião do Conselho de Segurança

Foto publicada pelo jornal estatal Rodong Sinmun mostra momento do lançamento do míssil antiaéreo na quinta-feira (30/9)


01/10/2021 09:01 - atualizado 01/10/2021 10:59

Coreia do Norte testou um míssil antiaéreo
Coreia do Norte testou um míssil antiaéreo (foto: STR / KCNA via KNS / AFP)
A Coreia do Norte anunciou que lançou com sucesso um novo míssil antiaéreo, poucas horas antes de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para examinar a recente série de testes de armamento por parte do país asiático.

O míssil antiaéreo tem um "notável desempenho de combate" e inclui controles de leme duplo e outras novas tecnologias, afirmou a KCNA, agência de notícias oficial da Coreia do Norte.

Uma foto publicada pelo jornal estatal Rodong Sinmun mostra o momento do lançamento do míssil na quinta-feira.

Em setembro, o país testou o que alegou ser um míssil de cruzeiro de longo alcance. E, no início desta semana, anunciou o lançamento de um dispositivo hipersônico, que segundo o exército da Coreia do Sul parecia estar nas primeiras fases de desenvolvimento.

Na quarta-feira, o dirigente norte-coreano Kim Jong Un chamou de "truque mesquinho" as repetidas ofertas dos Estados Unidos para um diálogo sem condições prévias. Ele acusou o governo do presidente Joe Biden de continuar a "política hostil" dos antecessores.

O ministério da Defesa da Coreia do Sul afirmou à AFP que não tinha condições de confirmar o lançamento mais recente.

Os mísseis antiaéreos são muito menores que os mísseis balísticos que o Norte está proibido de desenvolver por resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. E são mais difíceis de detectar de longa distância.

Pyongyang está submetido a múltiplas sanções internacionais por seus programas de armamento, que avançaram rapidamente sob o mandato de Kim, incluindo mísseis capazes de atingir todo o território continental dos Estados Unidos, o teste nuclear mais potente do país até o momento.

Reunião do Conselho de Segurança


Os testes mais recentes foram condenados pela comunidade internacional. O secretário de Estado americano, Antony Blinken, afirmou que criam "maiores perspectivas de instabilidade e insegurança".

A reunião desta sexta-feira do Conselho de Segurança da ONU sobre a Coreia do Norte, convocada por Estados Unidos, Reino Unido e França, deveria ter acontecido na quinta-feira, mas foi adiada a pedido de Rússia e China, que solicitaram mais tempo para estudar a situação.

Pequim é o principal aliado de Pyongyang e, em tempos normais, seu maior fornecedor de comércio e ajuda, mas a Coreia do Norte está desde o início do ano passado sob um bloqueio autoimposto, com o fechamento das fronteiras motivado pela pandemia de coronavírus.

O Norte tem um longo histórico de testes de armas para aumentar a tensão, em um processo cuidadosamente calibrado para tentar avançar em seus objetivos.

Com as ações mais recentes, Kim procurava "testar o terreno com Washington e seu limite para provocações armamentista", afirmou à AFP Soo Kim, da RAND Corporation.

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, reiterou recentemente os apelos para uma declaração formal do fim da guerra da Coreia - as hostilidades terminaram em 1953 com um armistício, mas não com um tratado de paz.

As negociações entre Pyongyang e Washington estão paralisadas desde o fracasso de uma reunião em Hanói em 2019 entre Kim e o então presidente Donald Trump.

Washington e Seul são aliados na área de segurança. O governo dos Estados Unidos mantém 28.500 soldados no Sul para proteger o país de seu vizinho.


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