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Estado de Minas HAIA

Polícia holandesa prende dirigente de associação que defende direito à morte digna


29/09/2021 17:04

As forças de segurança da Holanda detiveram nesta quarta-feira (29) o presidente de uma associação que defende o direito a morrer dignamente, suspeito de envolvimento em um crime de suicídio assistido, informaram um promotor e a polícia local.

Jos van Wijk dirige a associação Cooperative Last Will (CLW), que defende o direito das pessoas a poem um fim à sua vida sem a intervenção de médicos ou autoridades.

Apesar de a Holanda ter se tornado a primeira nação a autorizar a eutanásia em 2002, a prática ainda é regulamenta de forma muito rígida.

"Um homem de 73 anos de Apeldoorn foi detido nesta quarta-feira sob a suspeita de estar envolvido em um suicídio assistido", afirmou o Ministério Público dos Países Baixos em comunicado, mas sem citar nomes.

Além disso, a casa do suspeito em Apeldoorn (centro) e outra propriedade sua nos Países Baixos foram alvo de buscas na terça-feira (28), acrescentou o MP.

"O homem é suspeito, em particular, de participar de uma organização criminosa, cujo propósito é cometer planejar o crime de suicídio assistido", diz a nota da autoridade judicial.

A prisão do ativista foi confirmada pela Cooperative Last Will e seus advogados.

Van Wijk, por sua vez, "nega categoricamente" as acusações, afirmou o advogado Tim Vis à AFP, que classificou a prisão como uma medida "incrivelmente drástica".

De acordo com meios de comunicação holandeses, um integrante CLW da cidade de Eindhoven, no sul do país, foi detido em julho por relação com a morte de seis pessoas, às quais teria supostamente administrado uma substância letal.

Para realizar a eutanásia de forma legal na Holanda, o paciente deve estar lúcido no momento da solicitação e deve estar passando por um sofrimento insuportável provocado por uma enfermidade considerada incurável por pelo menos dois médicos.

A eutanásia só pode ser feita por um médico que administre uma dose letal de um fármaco aprovado e os pacientes só podem tomar o medicamento, no caso do suicídio assistido, se o mesmo tiver sido fornecido por um médico.


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